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Executivo deixa de se apresentar como CEO

De CEO a diretora de visão estratégica, ela explica por que a liderança passa a priorizar estratégia de longo prazo e parcerias, não gestão diária

Natalia Beauty
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  • Ela passou a não se apresentar mais como CEO e adotou o título de chief visionary officer (CVO), diretora de visão estratégica.
  • Iniciou na estética em 2015 como recepcionista, abriu a primeira sala em 2017 nos Jardins, em São Paulo, e exerceu o papel de CEO no começo.
  • Hoje o grupo tem mais de 200 pessoas; o diretor de operações conduz o dia a dia, com cargos como diretora financeira e diretora comercial, e ela não manda mais na operação diária.
  • O foco atual é pensar o futuro da empresa: decidir em quais países entrar nos próximos três anos e escolher parcerias que redefinam a marca na década seguinte.
  • Reflete sobre a cultura de empreendedorismo feminino no Brasil, a sobrecarga de fundadoras que acumulam funções e a importância de sair da operação para a solidez do negócio.

A líder de um grupo de estética no Brasil anunciou a mudança de título executivo, deixando de se apresentar como CEO para adotar o cargo de CVO, diretora de visão estratégica. A mudança reforça o foco em planejamento de longo prazo e expansão internacional.

A trajetória começou em 2015, quando atuou em uma clínica no interior de São Paulo como recepcionista. Sem estrutura, decidiu reconstruir a vida após enfrentar dívidas, com a firme intenção de não depender de terceiros.

Em 2017, abriu a primeira sala de atendimento nos Jardins, em São Paulo, e passou a atuar como CEO. Ao longo dos anos, a empresa cresceu e hoje emprega mais de 200 pessoas, com lideranças fortes nas áreas operacionais, financeira e comercial.

Atualmente, a função da liderança é pensar no que ainda não existe, decidir sobre a entrada em novos países e definir parcerias que moldem a marca nos próximos anos. Por isso, adotou o título de CVO.

A narrativa sobre empreendedorismo feminino no Brasil é explorada por termos como girlboss, mãepresa e multitarefa, mas a executiva destaca que a continuidade da empresa depende de quem dirige a operação, não apenas da fundadora.

A mudança de função não é uma crítica à gestão atual, mas uma reformulação estratégica para manter a empresa no eixo de longo prazo. Ela orienta a leitura para outras fundadoras em transição de atuação.

Fonte: Folha de S.Paulo.

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