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Amigo de 50 anos se tornou egocêntrico; vale cortar o contato?

Caso de amizade de décadas levanta dúvida sobre manter ou romper vínculo diante de mudanças de comportamento e danos emocionais percebidos

‘Nothing kills a loving relationship faster than thinking that a person has exhausted their capacity to surprise you,’ writes Eleanor Gordon-Smith. Painting: Two Women Talking by Carl Bloch (1874). Illustration: Nivaagaards Malerisamling/Creative Commons
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  • Uma amiga de mais de cinquenta anos passou a ser egocêntrica e exigente, o que leva quem escreve a considerar cortar contato.
  • Ela costuma falar bastante sobre questões de saúde, o que incomoda o círculo de amizades; alguns chegaram a chamar a pessoa de narcisista.
  • A autora já reduziu o tempo juntos e teme magoar a amiga se terminar a relação, enquanto outros a incentivam a seguir em frente.
  • A colunista Eleanor Gordon-Smith ressalta que amizades de longa data conectam passado e futuro, e que mudanças ao longo dos anos afetam a relação.
  • A recomendação é avaliar se vale manter um vínculo limitado, pois desistir completamente pode eliminar a possibilidade de surpresas no futuro; amizades verdadeiras envolvem equilíbrio entre equivalência e respeito.

A colunista de aconselhamento Eleanor Gordon-Smith analisa um dilema comum em amizades de décadas: uma relação que começou harmoniosa, mas hoje é marcada por egocentrismo e cobranças constantes. O relato envolve uma pessoa que, com o passar dos anos, passou a centralizar o próprio mundo e exigir que os amigos acomodem suas necessidades.

Os leitores descrevem uma amiga que sempre traz à tona questões de saúde, ignorando que o grupo também enfrenta preocupações próprias. Em parte, o uso do rótulo de narcisismo é mencionado por alguns, enquanto outros defendem que o comportamento mudou drasticamente ao longo do tempo.

A autora observa que amizades antigas costumam unir passado e futuro de forma complexa. O tempo compartilhado confere peso moral aos vínculos, mas não garante acesso irrestrito ao futuro do outro. Assim, surge a pergunta: vale transformar o passado em critério para o presente ou futuro da relação?

Gordon-Smith sugere que o desafio é decidir entre manter a ligação com vestígios do que já foi vivido ou abrir espaço para o que pode surgir. Em muitos casos, reduzir o convívio e ajustar as próprias respostas emocionais pode manter algum nível de relação sem abrir mão da própria tranquilidade.

Ela aponta que manter a amizade apenas por medo de ferir a outra pessoa não é equivalente a continuar como amigo. Em vez disso, a relação pode se tornar uma convivência baseada na história compartilhada, não na expectativa de surpresas futuras.

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