- Artesã Kayka de Oliveira Couto transforma itens descartados como teclados, placas eletrônicas, pacotes de miojo e sachês de ketchup em bolsas da marca Kuhra.
- O trabalho de upcycling ganhou visibilidade online e motivou Kayka a deixar o emprego para empreender, com as bolsas sendo a principal fonte de renda.
- A trajetória começou em dois mil e dezoito com um curso de costura; na pandemia, ela passou a usar mais materiais reaproveitados por necessidade econômica.
- As peças combinam costura, patchwork e técnicas artesanais, sendo muitas feitas sob encomenda; itens inusitados como bolsas com embalagens de Fandangos ganharam destaque.
- Apesar das críticas, Kayka afirma que aproximadamente noventa por cento das encomendas são personalizadas e que o movimento slow fashion é visto como futuro do negócio.
Kayka de Oliveira Couto transformou itens tidos como lixo em bolsas diferentes. A artesã criou a marca Kuhra e viralizou nas redes ao usar objetos improváveis como teclados, placas eletrônicas e embalagens de macarrão instantâneo. O resultado é uma linha de acessórios sustentáveis.
A história começou em 2018, quando Kayka fez um curso de costura após enfrentar problemas pessoais e perdeu o emprego. Ela investiu a rescisão em aprendizado e começou a produzir roupas e acessórios em casa. A partir de 2020, durante a pandemia, o olhar para o upcycling ganhou novas possibilidades.
Do lixo à moda
Ela passou a reaproveitar roupas antigas e outros objetos para criar peças únicas. Em seguida, incorporou elementos inusitados como teclas de teclado, placas eletrônicas e demais itens eletrônicos que encontrava. O processo é artesanal e pouco previsível.
Kayka também garimpa o lixo eletrônico, segundo ela, para ampliar o leque de materiais. Hoje, as peças costumam ser feitas sob encomenda, com técnicas de costura, patchwork e acabamento manual. Não existe fórmula fixa; cada peça é criada sob medida.
Sustentabilidade e reação do público
Entre as criações mais famosas estão bolsas feitas com embalagens de salgadinhos, pacotes de macarrão e sachês de ketchup. A artesã admite receio inicial, mas destaca o impacto positivo da ideia. Para ela, o upcycling fortalece o conceito de slow fashion.
A receptividade varia nas redes. Alguns elogiam a originalidade, outros questionam a viabilidade de produção em escala. Kayka explica que o processo é lento e artesanal, com cerca de 90% das encomendas personalizadas. O foco é inovar com responsabilidade.
Olhar criativo como motor de negócio
Kayka reforça que o olhar vai além do tecido. Ela observa embalagens e objetos do cotidiano para identificar possibilidades estéticas. A ideia é manter a criatividade diária, alimentando a produção com materiais improváveis e recursos disponíveis.
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