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Passado em revista: nova avaliação em andamento

Análise de revistas antigas mostra padrões que moldaram a submissão feminina, enquanto conteúdos digitais atuais prometem maior autonomia

"Mal eu percebia que aquele padrão continuava firme nas publicações da minha época — disfarçadas, porém, por roupas mais atuais e um linguajar repleto de gírias, para soar contemporâneo" - (crédito: Maurenilson Freire)
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  • A autora encontra pilhas da revista Seleções de 1950 na casa da avó, guardadas pelo pai, e relembra a leitura durante férias chuvosas.
  • As edições, com propagandas de cosméticos e eletrodomésticos, são vistas como uma aula sobre mudanças de costumes e papéis de gênero.
  • Observa-se que, mesmo em textos modernos, havia orientações para agradar o marido, com dicas de preparo, dieta e aparência para atrair o parceiro.
  • Nos anos dois mil, algumas publicações traziam uma coluna em que meninos avaliavam o visual das garotas, destacando a suposta “vulgaridade” de roupas de adolescentes.
  • O texto encerra apontando que revistas atuais, em formato digital, ainda falam de relacionamentos, mas títulos como “Você merece se sentir bem sendo exatamente quem você é” geram esperança de menos conteúdo misógino para futuras gerações.

Durante as férias de julho, em uma cidade serrana, o narrador encontrou um tesouro no guarda-roupa da avó: pilhas da revista Seleções de 1950, em bom estado, compradas pelo pai na juventude. O contexto envolve uma família que colecionava publicações da Reader’s Digest para acessar livros inéditos no Brasil.

As leituras de Seleções preenchiam dias tranquilos. Além das matérias, o autor destacava propagandas de cosméticos e eletrodomésticos, ilustradas com mulheres de batom vermelho. A revista era vista como fonte de aprendizado sobre mudanças sociais e costumes.

Ao acompanhar um perfil no Instagram de uma colecionadora de revistas antigas, o narrador percebeu que publicações de décadas posteriores repetiam padrões semelhantes. Alternatively, edições dos anos 1980, 1990 e 2000 também ensinavam a moldar a imagem feminina para agradar o público masculino.

Nas publicações de épocas mais recentes, observam-se textos que promovem a conquista de relacionamentos e a manutenção de padrões estéticos. Ainda assim, surgem reflexos de crítica a conteúdos misóginos, com títulos que defendem a diversidade de expressão e o uso de roupas confortáveis em eventos culturais.

Mudanças nas pautas

Embora o conjunto de revistas tenha preservado traços de objetificação, há indícios de evolução. Títulos atuais sugerem reconhecer a individualidade feminina e priorizar bem‑estar, em vez de sacrifícios para agradar ao sexo oposto. A leitura atual desperta debate sobre representações femininas ao longo das décadas.

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