- O casal gastou centenas de dólares e investiu cento dias para transformar um veleiro abandonado em moradia no mar.
- Ao abrir o casco, encontraram furo e trinca profundas nas quilhas, madeira podre em vários pontos e janelas que se soltavam, além de um motor corroído.
- O processo de recuperação do casco incluiu preenchimento com massa epóxi, lixamento e aplicação de tinta Awlgrip com acabamento antiderrapante.
- O motor de 136 quilos foi removido sem guincho, usando adriças do mastro como polia; substituído por um Beta Marine de trinta HP, com custo de US$ quinze mil.
- Chain plates (fixações do mastro) foram inspecionadas e vedadas para evitar infiltrações, um ponto crítico em barcos antigos.
Um casal transformou um veleiro abandonado em moradia no mar, após investir centenas de dólares e cerca de 100 dias. A escolha virou desafio ao perceber que o casco apresentava furos, infiltrações e um motor corroído. O objetivo é habitabilidade permanente.
Ao abrir o casco, o barco em seco passou por limpeza com jato de alta pressão, revelando um furo, trinca no aço das quilhas e problemas estruturais. Além disso, madeira podre, janelas que se soltavam e o motor corroído foram identificados como pontos críticos.
O que aconteceu, em síntese, aponta para quatro problemas centrais: furo e trinca no aço das quilhas, madeira podre em várias partes do casco, janelas soltando-se da estrutura e fluido de arrefecimento do motor transformado em pasta de ferrugem.
Reparo do casco e preparação da superfície
Para recuperar o casco, foi seguida uma sequência de etapas. Furos foram preenchidos com massa epóxi de reparação, seguido de lixamento intenso para nivelar a superfície. Em seguida, aplicou-se aditivo antiderrapante no convés e, por fim, tinta Awlgrip aplicada com pistola para proteção contra UV e água salgada.
A estrutura interna recebeu tratamento similar de preparação, com o objetivo de garantir durabilidade frente a exposição contínua ao ambiente marítimo.
Substituição do motor e custos envolvidos
O motor original estava tão danificado que o fluido de arrefecimento virou pasta enferrujada. Sem guincho próprio a bordo, a remoção foi feita usando as adriças do mastro como polia e o guincho de bordo como tração, com o barco atuando como ferramenta.
Foi instalado um motor Beta Marine de 30 HP, de origem britânica, valorizado pela durabilidade em travessias. O custo da etapa ficou em torno de US$ 15 mil.
Para acompanhar a transformação, o canal Quantum Tech HD, com ampla audiência, publicou um documentário em parceria com Sailing Good, Bad, and Ugly, que soma centenas de milhares de inscritos. A produção busca retratar todo o processo desde o furo inicial até o veleiro habitado.
Vedação e inspeção de componentes críticos
Chain plates, ferragens que fixam os cabos do mastro ao casco, foram inspecionadas e vedadas. A vedação desses pontos é essencial para evitar infiltrações crônicas em embarcações antigas, já que a água pode penetrar ao longo de anos sem sinais visíveis, comprometendo a estrutura interna.
Esses componentes representam um dos vetores mais silenciosos de deterioração em veleiros parados por longos períodos, e a execução cuidadosa é considerada essencial para a estabilidade do casco.
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