- Antigos bunkers subterrâneos de diferentes países foram transformados em atrações turísticas, museus ou espaços culturais.
- Exemplos históricos incluem o The Greenbrier, nos Estados Unidos, que já abrigou o Congresso em tempos de guerra e hoje recebe visitantes; e o Bunker 42 em Moscou, hoje museu com artefatos da Guerra Fria.
- Outros pontos turísticos incluem o Hospital in the Rock, em Budapeste, e o Nuclear Bunker Museum, em Praga, que funcionam como museus com exposições e visitas guiadas.
- Muitos bunkers passaram a servir como museus, galerias, locais de filmagem ou até hotéis, mantendo ponte com a história militar e civil.
- O conjunto de bunkers citados abrange ainda o The Kelvedon Hatch, em Brentwood (Reino Unido), o ARK D-0, na Bósnia, e Bunk’Art, em Tirana, mostrando a diversidade de usos e formatos pelo mundo.
O uso de bunkers como abrigo estratégico acompanha a história mundial. Hoje, muitos desses abrigos subterrâneos ganharam ocupação pública, virando atrações culturais e museus em diversos países.
Bunkers históricos que se abrem ao público mostram mudanças de função ao longo do tempo. De estruturas de defesa a espaços de visitação, eventos de guerra e guerras frias moldaram seus destinos.
O que acontece
Diversos bunkers, antes ocultos, passaram a oferecer visitas guiadas, mostras e experiências imersivas. Em alguns casos, o acesso é controlado por guias e reservas, mantendo o caráter educativo.
The Greenbrier, Virgínia Ocidental (EUA), destaca-se como exemplo: foi criado na década de 1950 para abrigar o Congresso em caso de guerra. Hoje funciona como hotel histórico e recebe visitantes.
Outro caso relevante é o Hospital in the Rock, em Budapeste. Construído durante a Segunda Guerra, expandiu-se na Guerra Fria para abrigos nucleares e hoje é ponto turístico com réplicas de cenas da época.
O que mudou de função
The Kelvedon Hatch, no Reino Unido, surgiu como bunker nuclear secreto e virou museu desde 1992, utilizado também em produções cinematográficas, como o game The Bunker de 2016.
Nuclear Bunker Museum, em Praga, opera sob uma cervejaria e reúne itens da Guerra Fria, com visitas guiadas e espaço para artistas e músicos que realizam apresentações.
Outros exemplos marcantes
Bunker 42, em Moscou, já funcionou como refúgio próximo ao Kremlin para Stalin. Hoje é museu aberto, com artefatos da Guerra Fria e espaço para eventos.
ARK D-0, em Konjic (Bósnia), resistiu à demolição em 1992 e virou ponto turístico. A visita depende de reserva por empresas locais ou da Bienal de Arte Contemporânea.
Bunkers como Bunk’Art em Tirana, Albânia, combinaram abrigo com museu histórico e galeria de arte contemporânea, recriando cenários originais da época.
Hotel Nacional de Cuba, em Havana, carrega história de líderes e figuras públicas, além de ter sido cenário de filmes. Hoje permanece como referência turística de luxo.
Bunker JFK, na Flórida (EUA), ficou conhecido por sua proximidade ao lar de JFK. Aberto ao público entre 1999 e 2017, permanece como marco histórico visitável em parte.
The Broadway Tower, no Reino Unido, funcionou como mirante e abrigo de reserva nuclear na Guerra Fria. Hoje está aberto para visitação desde 1991.
Bunker Ligatne, Letônia, conhecido como Casa da Pensão, ficou sob um spa e está desativado desde 2003. Possui infraestrutura de água, esgoto e energia para até 250 pessoas.
Bunkers ao redor do mundo ressaltam como espaços de defesa evoluíram para patrimônios culturais. Em muitos casos, a visitação depende de agendamento ou de programas culturais internacionais.
Observações finais
Os bunkers listados ilustram a transformação de abrigos estratégicos em roteiros turísticos. Além de memória histórica, eles promovem educação sobre guerras, catástrofes e políticas de defesa.
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