Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Paradoxo da sororidade: amigas ou rivais entre mulheres

Sororidade exige prática: a amizade entre mulheres pode resistir à dominação masculina e enfrentar rivais que minam a união.

Mirian Goldenberg
0:00
Carregando...
0:00
  • No Brasil, o termo sororidade ganhou uso a partir dos anos dois mil, com influências dos debates feministas.
  • O texto analisa a contradição entre o discurso de sororidade e a prática de rivalidade entre mulheres, que reforça a lógica da dominação masculina.
  • A autora cita competição no ambiente de trabalho e no mercado afetivo/sexual como áreas onde mulheres costumam se colocar umas contra as outras.
  • Pesquisas citadas apontam que a amizade entre mulheres pode ser uma forma de resistência e de proteção diante de dominação social.
  • A conclusão é de que a sororidade precisa ser prática no cotidiano, não apenas discurso, especialmente em tempos de violência contra mulheres.

Mirian Goldenberg discute o conceito de sororidade em um tom crítico e analítico, questionando se a solidariedade entre mulheres acontece na prática ou fica apenas no discurso. A conversa ocorreu no âmbito de uma participação no programa Revista CBN, com a participação da amiga Petria Chaves, e aborda a diferença entre teoria e comportamento cotidiano.

A reflexão parte de um histórico do termo. A sororidade, origem latina soror, ganhou força no Brasil a partir dos anos 2000, influenciada por debates feministas. O texto destaca que, em várias fases da vida, a amizade entre mulheres é vista como proteção contra a dominação masculina e como estratégia de resistência.

Segundo as falas registradas, muitas mulheres reconhecem a presença da rivalidade em ambientes sociais e profissionais. A crítica aponta que a competição tóxica pode replicar dinâmicas patriarcais, dificultando relações verdadeiras entre amigas. A percepção é de que o jogo de poder ainda afeta a convivência feminina.

Na trajetória de pesquisa de Mirian, desde o livro lançado na década de 1990, a ideia central é fortalecer vínculos entre mulheres como forma de empoderamento. Em situações de envelhecimento, autonomia e bem‑estar, as respostas costumam valorizar as amigas como riqueza maior do que status ou fama.

O texto também ressalta um ponto estratégico: a união entre mulheres é apresentada como sustento diante de violações constantes de violência. A sororidade é descrita como prática cotidiana, não apenas discurso, com potencial de transformar dinâmicas sociais.

Diante disso, a questão central fica: as mulheres praticam a sororidade ou repetem a lógica de competição que desejam combater? A reportagem sugere que a resposta está nas atitudes diárias e na construção de redes de apoio mútuo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais