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Cuscuz atravessa gerações e revela curiosidades de sua origem

Da origem no Magrebe ao Brasil, o cuscuz de milho substitui o trigo, ganha identidade nacional e foi reconhecido pela UNESCO em 2020

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  • O cuscuz chegou ao Brasil inspirado em prato do Magrebe, no Norte da África, com o milho substituindo o trigo.
  • No Nordeste, o flocão de milho é hidratado com água e sal, o que ajuda a obter a textura macia desejada.
  • A cuscuzeira é o utensílio tradicional usado para cozinhar a massa no vapor.
  • Hoje é comum em todo o país, com variações locais como o cuscuz paulista; pode ser servido puro ou com acompanhamentos.
  • Em 2020, o cuscuz foi reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco e tem o Dia Mundial em 19 de março.

No Brasil, o cuscuz de milho percorre gerações e se identifica como prato regional, embora tenha origem em uma tradição do Magrebe, no Norte da África. A diferença principal está no uso do milho no lugar do trigo, adaptando-se ao que os povos indígenas já cultivavam.

A preparação tradicional envolve hidratar o flocão com água e sal e deixá-lo descansar para inchar. O vapor da cuscuzeira, utensílio essencial, cozinha a massa até ficar macia, sem ressecar.

No Nordeste, o prato é onipresente, aparecendo nas mesas mais simples e em hotéis de luxo. O cuscuz também ganha variações locais, como o cuscuz paulista, com tomate, ovo, ervilha, milho, palmito e sardinha.

As formas de servir são diversas: puro com manteiga, com leite quente ou acompanhado de ovos, carne de sol, queijo ou nata. Em 2020, o cuscuz foi reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO, consolidando sua importância cultural.

Além disso, o cuscuz tem dia próprio: 19 de março, celebrado como Dia Mundial do prato. Hoje é fácil encontrá-lo em capitais brasileiras, sempre com adaptações regionais que refletem a diversidade culinária do país.

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