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Estrada de 16 km em Fairy Meadows, Paquistão, sem guarda-rail, perigosa

Com 16 quilômetros de pista de cascalho sem proteção, a Fairy Meadows Road impõe risco extremo de queda no desfiladeiro e tráfego restrito a motoristas locais

Rodovia estreita e sem proteção que serpenteia as montanhas em direção ao acampamento base do Nanga Parbat – Créditos: depositphotos.com / khlongwangchao
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  • Fairy Meadows Road, no Paquistão, tem cerca de 16 quilômetros de pista de cascalho sem proteção lateral e despenhadeiros profundos, levando ao acampamento base do Nanga Parbat.
  • A via foi escavada à mão pelos moradores do vilarejo de Tato há centenas de anos e permanece extremamente estreita, ocupada quase sempre por um único veículo semelhante a um jipe.
  • Não há guard-rails nem muros de contenção; motoristas locais percorrem a beira do abismo, com o solo de terra solta e pedra.
  • O trajeto começa na Ponte de Raikot, na Karakoram Highway, com subida de cerca de 16 quilômetros até o vilarejo de Tato, a elevação final é aproximadamente 3.300 metros e, no trecho final, só é possível seguir a pé ou a cavalo.
  • Turistas não podem dirigir na via; apenas motoristas nativos operando veículos adaptados conhecem pontos de passagem críticos para descer em sentido contrário.

A Fairy Meadows Road, no Paquistão, figura entre as vias mais perigosas do mundo. São 16 km de pista de cascalho sem proteção lateral, que sobem até o acampamento base do Nanga Parbat. A rota é usada por alpinistas e fotógrafos que buscam acessar Fairy Meadows.

Moradores do vilarejo de Tato escavaram a via à mão há séculos, em uma tarefa que não contou com grandes empreiteiras. A pista é estreita ao ponto de permitir passagem de apenas um veículo pequeno na maior parte do trajeto, dificultando manobras de retorno.

A região fica em Gilgit-Baltistan, com acesso a partir da Ponte de Raikot, na Karakoram Highway. O trecho final depende de caminhada ou cavalo até Fairy Meadows, já que não há estrada que leve ao vilarejo.

Como a estrada foi esculpida na montanha

A via foi moldada ao longo de desfiladeiros remotos, em solo de terra solta e pedra. A manutenção é rudimentar e os perigos são amplificados pela falta de guard-rails, aumentando o risco de quedas no desfiladeiro do rio Indo.

A própria precariedade da via dificulta a circulação de veículos, que percorrem o trecho a “beira do abismo”. Motoristas locais operam jipes adaptados, em manobras que exigem precisão extrema.

A diferença entre uma subida comum e o trajeto até Nanga Parbat fica evidente ao comparar com rotas europeias de montanha, que costumam oferecer proteção de borda e pista mais ampla.

Riscos, restrições e logística do trajeto

Segundo autoridades locais, turistas não podem dirigir pela Fairy Meadows Road. Apenas motoristas nativos, com veículos adaptados, conhecem os pontos onde é possível manobrar sem colocar a vida em risco.

A ida ao Prado das Fadas envolve partir da Ponte de Raikot, seguir por cerca de 16 quilômetros de subida e chegar a ~3.300 metros no vilarejo de Tato. Do fim do trecho, a caminhada ou a cavalgada é necessária até Fairy Meadows.

Ao alcançar Fairy Meadows, a paisagem revela um pasto verde cercado por pinheiros, com a face norte do Nanga Parbat impaciente ao fundo. A visão é descrita como uma das mais impressionantes do planeta, compensando, para alguns, o alto risco da estrada.

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