- O México revogou a decisão de adiantar as férias escolares por causa da Copa do Mundo de 2026 e da onda de calor.
- A ideia era encerrar o ano letivo em 5 de junho, em vez de 15 de julho, para poupar estudantes do calor e ajudar na logística das cidades-sedes.
- A proposta enfrentou críticas de associações de pais e professores, que ressaltaram a prioridade da educação.
- Questionou-se por que todos os alunos seriam afetados quando as cidades-sede são apenas Monterrey, Cidade do México e Guadalajara.
- A medida foi revogada na segunda-feira, após reuniões entre governo, educadores e pais.
O governo do México revogou a decisão de adiantar as férias escolares, prevista por causa da Copa do Mundo 2026 e da onda de calor de junho. A proposta era encerrar o ano letivo em 5 de junho, em vez de 15 de julho.
O Ministério da Educação, chefiado por Mario Delgado, explicou que a medida visava poupar estudantes do calor intenso e facilitar a logística das cidades-sede do torneio. A ideia gerou críticas entre pais e professoras/os.
Críticas apontaram que a Copa não deveria ter peso igual ou superior à educação e que o país não precisava prejudicar todos os estudantes por três cidades-sede. 90% dos alunos estudam em escolas públicas.
Estimativas indicam que cerca de 25 milhões de crianças e adolescentes frequentam escolas públicas no México, o que amplifica o impacto da decisão. Monterrey, Cidade do México e Guadalajara seriam as cidades diretamente envolvidas.
A revogação ocorreu nesta segunda-feira, após reuniões entre representantes do governo, educadores e pais. O governo não informou se haverá novas medidas para o calendário letivo.
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