- Exposição Mooca Judaica, no Museu da Imigração, apresenta relatos da comunidade judaica da Mooca coletados por duas pesquisadoras da USP.
- A mostra é itinerante e nasceu do projeto Comunidade Judaica da Mooca, criado em 2023 com apoio de representantes comunitários do bairro.
- O foco é resgatar memórias e valorizar o patrimônio cultural, tornando a história mais acessível ao público.
- As pesquisadoras Adriana Abuhab Bialsky e Myriam Rosenblit Szwarcbart integraram o processo de curadoria, destacando a convivência entre diferentes origens na Mooca.
- A curadoria ressalta abordagem de memória oral, baseando-se em pesquisas históricas e na visão das famílias imigrantes, especialmente libanesas, que passaram pela região.
A exposição Mooca Judaica apresenta relatos da comunidade judaica da Mooca, reunidos a partir de relatos pessoais de famílias da região. A mostra itinerante nasceu do trabalho de Adriana Abuhab Bialsk e Myriam Rosenblit Szwarcbart, pesquisadoras ligadas ao projeto Comunidade Judaica da Mooca, iniciado em 2023.
O projeto contou com apoio de representantes comunitários do bairro, que contribuíram para a elaboração da pesquisa. A curadoria busca tornar as memórias acessíveis ao público, destacando o valor do patrimônio cultural da comunidade em diálogo com a história da cidade.
As trajetórias judaicas são entrelaçadas à diversidade cultural de São Paulo, com a Mooca como espaço de convivência entre origens distintas. O bairro recebeu imigrantes do Oriente Médio, da Europa e de outras regiões desde o início do século 20.
Memória e patrimônio cultural
A curadora Maria Luiza Tucci Carneiro ressalta o objetivo de apresentar iconografia e textos de forma autêntica e equilibrada, para ampliar o alcance da exposição. Ela coordena o LEER, grupo de estudos sobre etnicidade e discriminação, e atua em temas de imigração e cultura judaica.
Adriana e Myriam, ambas com vínculos familiares à Mooca, conheceram-se no âmbito de projetos semelhantes. Elas entrevistaram descendentes de imigrantes, principalmente libaneses, e decidiram transformar a pesquisa em exposição com foco no patrimônio.
A dupla traz formação multidisciplinar: Adriana é doutoranda em Letras Estrangeiras e Tradução e tem atuação em museologia, com foco na memória judaica brasileira. Myriam é arquiteta, especialista em gestão cultural, pesquisadora de sinagogas paulistas e criadora de um projeto sobre Sinagogas em São Paulo.
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