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Quartos de empregadas em residências podem estar com os dias contados

Documentário critica a redução de dormitórios de empregada em lançamentos imobiliários; podcast revela tensões de convivência no Edifício JK

Regina Casé no filme Que Horas ela Volta (Reprodução/VEJA)
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  • Duas produções estrearam neste mês: o documentário Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia, e o podcast A síndica, de Chico Felitti, abordando moradia e convivência em imóveis.
  • O documentário acompanha cinco relatos de mulheres que trabalharam como empregadas domésticas em diferentes estados, discutindo violência, exploração e apagamento, além de questionar a presença do quarto da funcionária nas moradias.
  • A obra aponta que muitos empreendimentos continuam incluindo o dormitório de empregada na planta, mas sem a necessidade prática dessas acomodações, citando mudanças na legislação de 2015 e a redução de custos como hipóteses para a mudança.
  • O podcast A síndica acompanha a vida no Edifício JK, em Belo Horizonte, projeto de Oscar Niemeyer, tombado como patrimônio cultural em 2022, onde moram cerca de cinco mil pessoas.
  • A série mergulha nas histórias de convivência entre moradores e a síndica Maria Lima das Graças, conhecida como Doutora Graça, incluindo cláusulas da convenção que limitavam a candidatura a síndico e episódios de gestão controversa, refletindo debates sobre governança condominial.

O documentário Aqui Não Entra Luz, dirigido por Karol Maia, estreou neste mês ao abordar o espaço dos quartos de empregada em residências brasileiras. O filme apresenta cinco relatos de mulheres que trabalharam como empregadas, revelando episódios de violência, exploração e invisibilidade, com momentos de humor. A diretora vincula o tema à arquitetura dos quartos e ao legado histórico da senzala.

Ainda em estreia, chega o podcast A síndica, de Chico Felitti, que acompanha a vida no Edifício JK, em Belo Horizonte. A obra compõe cinco episódios que revelam tensões entre moradores e a síndica Maria Lima das Graças, conhecida como Doutora Graça, que comandou o condomínio por 42 anos. O edifício é tombado como patrimônio cultural desde 2022.

Contexto da moradia e mudanças no mercado

As obras trazem dados sobre o planejamento de novos empreendimentos: muitas plantas não preveem dormitório para funcionários, ainda que o cômodo permaneça em algumas propostas. Analistas apontam que mudanças na legislação trabalhista de 2015 contribuíram para reduzir custos com moradia de funcionários em residências.

Detalhes do JK e das dinâmicas condominiais

O JK, projetado por Oscar Niemeyer, abriga hoje cerca de 5 mil moradores. No podcast, relatos detalham regras inusitadas, como a cláusula de caução de 4 milhões para candidatura a síndico, e episódios sobre pagamentos, convivência e controle interno. A narrativa também aborda a gestão, o poder e os conflitos urbanos.

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