- Expressões do futebol entraram na comunicação diária, usadas para explicar trabalho, relacionamentos e política, entre outros temas.
- Exemplos comuns incluem “pipocou”, “bola fora”, “driblou o problema”, “amarelou” e “virar o jogo”.
- Narradores, programas esportivos e memes contribuíram para popularizar essa linguagem figurada, que transforma termos do esporte em metáforas.
- A Copa do Mundo acelera esse processo, mostrando como o futebol funciona como repertório cultural e influencia a língua.
Nessa coluna, o linguista e professor Noslen Borges analisa como o futebol invadiu a língua brasileira. Ele discute como expressões do esporte ganharam novos sentidos no cotidiano, além das arquibancadas.
Segundo o professor, termos usados no futebol passaram a explicar situações de trabalho, relacionamento, política e escola. Essa metamorfose ocorre pela linguagem figurada, especialmente a metáfora, que associa ações da vida cotidiana a movimentos de campo.
Entre exemplos citados, aparecem expressões como virar o jogo, driblar o problema e amarelar, que inicialmente tinham função no esporte e hoje aparecem em contextos diversos. Narradores, programas esportivos e memes aceleraram esse processo.
A análise ressalta que a popularidade de eventos como a Copa do Mundo potencializa a circulação dessas expressões. Frases como prorrogação, gol contra e retranca migraram para o vocabulário comum, sem a obrigatoriedade de acompanhar partidas.
De acordo com a leitura apresentada, o futebol deixa de ser apenas esporte e passa a compor o repertório cultural e, por consequência, a linguagem do dia a dia. Assim, entender a língua é também compreender a vida coletiva.
A coluna conclui que a língua portuguesa nasce nas pessoas e, no Brasil, ganha corpo no futebol, com impactos que vão além do campo. O texto é parte de uma série que aborda a relação entre comunicação, cultura e cotidiano.
Revisão textual: Profª. Ma. Glaucia Dissenha. Publicado por Noslen Borges, com a finalidade de explorar a relação entre futebol e linguagem.
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