- A autoraviajou para Paris com uma mala laranja neon que acabou extraviada pela Air France, ficando a bagagem em São Paulo.
- Por dias, não houve contato claro; o atendimento pelo WhatsApp da companhia foi feito por robôs e depois por atendentes com demora.
- Enquanto isso, ela precisou comprar roupas para enfrentar o frio de 5 graus e a chuva em Paris, sem ter a mala à mão.
- A Air France informou que casos de bagagem extraviada são tratados como prioridade e que há um número de referência para acompanhar, ajustando prazos de rastreamento de 10 para 21 dias.
- Até o momento, a mala não foi localizada de forma definitiva, levando a autora a alertar outros viajantes e buscar posicionamento da companhia.
Luciana Bugni relata o extravio de uma mala durante viagem de Paris. A bagagem, despachada em São Paulo, não chegou ao destino e só teve atualizações confusas ao longo de seis dias. O caso envolve a passageira, a Air France e a assessoria de imprensa da companhia.
Ao chegar a Paris, a passageira percebeu que a mala laranja neon não havia chegado à esteira. O guichê da Air France confirmou o extravio e informou que a bagagem ficaria para trás e seria enviada no próximo voo. Foi solicitado destino em Paris para entrega futura.
Nas primeiras horas, a expectativa era de que a mala chegasse em quatro dias, conforme orientação inicial. Entretanto, a comunicação não ocorreu e os contatos seguintes se estenderam por dias, com respostas lentas ou automáticas.
Atualizações sobre a localização da bagagem
Através de mensagens, a assessoria da Air France afirmou que todos os casos são tratados com prioridade, segundo a Convenção de Montreal. Um código de referência seria usado para o rastreamento, mas a informação nem sempre era consistente.
A autora descreve tentativas com o WhatsApp da empresa, que passou por respostas automáticas e atendimento demorado. O serviço de atendimento humano apresentou demora e respostas fragmentadas ao longo de dias.
Depois de insistir, a passageira recebeu a informação de que a mala aparecia em voos já realizados, o que não condizia com o histórico da viagem. Em seguida, houve nova comunicação apontando um prazo de até 21 dias para o rastreamento.
O relato aponta falhas na comunicação entre a empresa e a cliente, incluindo repetidas promessas de atualização que não se concretizaram. A assessoria chegou a indicar que os dados de perdas não são acessíveis de forma imediata.
Em Paris, a autora tentou manter a calma diante da situação. A demora impactou o planejamento da viagem, com a necessidade de comprar roupas de frio para continuar a estadia.
Para reduzir o transtorno, a autora buscou informações oficiais da Air France e solicitou dados sobre a frequência de extravios, número de maletas perdidas por ano e posicionamento da empresa sobre o ocorrido.
A companhia informou que houve localização da bagagem, mas, em seguida, reverteu o status, afirmando que a mala não estava no voo utilizado pela passageira. A comunicação continuou com links de acompanhamento, sem confirmação direta de uma solução.
Ao retornar ao Brasil ou seguir viagem, a autora enfrentou incertezas sobre o paradeiro da mala. A Air France indicou que o prazo para buscas se estenderia até 21 dias, sem confirmação clara sobre o status atual.
A experiência gerou reflexo sobre viagens internacionais, logística e atendimento ao cliente. A autora sugere medidas de precaução para futuros deslocamentos, como levar itens essenciais na cabine e fotografar a bagagem despachada.
Reforça-se, ao final, o ponto de que a imprensa deve buscar detalhes verificáveis junto à empresa e às regulamentações aplicáveis, sem divulgar informações pessoais nem depender de mensagens automáticas como única via de contato.
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