- Pessoas Type B costumam viajar de forma mais relaxada, sem planos rígidos, buscando encontros e aventuras inesperadas.
- Allison Mark, que se autodescreve como Type B, já viajou mochila nas costas por quatro anos e hoje está na Austrália, estudando, mantendo flexibilidade nas viagens.
- Em Zimbabwe, ela ficou sem hospedagem prévia e pediu uma indicação na alfândega; encontrou quarto pelo balcão de imigração.
- Entre as estratégias, alguns viajantes escolhem destinos com base em voos baratos e priorizam climas e experiências em vez de preços.
- Um método comum é buscar recomendações de baristas locais ou pessoas que conhecem o destino e seguir o impulso, mantendo a viagem aberta a mudanças.
Allison Mark personifica o estilo Type B de viajar, marcado pela flexibilidade e pela busca de experiências, em vez de roteiros rígidos. Em seus quatro anos de mochilagem, ela vivenciou destinos com planejamento mínimo e descobertas espontâneas. Atualmente, cursa faculdade na Austrália.
Para quem adota esse perfil, chegar a um destino sem hospedagem reservada é comum e não gera ansiedade. Mark afirma que o backpacking incentiva a agir com antecipação reduzida, mantendo a mente aberta para imprevistos e oportunidades.
Em um episódio envolvendo Zimbabwe, ela recebeu indicação de albergue ainda no terminal, sem acesso à internet. O incidente ilustra como opções de hospedagem costumam aparecer mesmo sem planejamento prévio.
O que é Type B?
Type B é apresentado como o oposto do perfil A. Enquanto o Tipo A tende a ser orientado a metas, rápido, organizado e controlador, o Tipo B aparece mais relaxado, colaborativo e criativo, com maior capacidade de lidar com o estresse. Essa visão vem de fontes ligadas à saúde mental e ao bem-estar.
Profissionais e criadores de conteúdo de viagem destacam que o equilíbrio entre os dois estilos pode beneficiar o roteiro: a organização ajuda na logística, enquanto a espontaneidade reduz o nível de estresse durante a viagem.
Como escolhem os destinos
Quando viaja, Mark costuma buscar voos com menor preço e prioriza locais ainda não conhecidos por ela. Ela prefere países sem exigência de visto ou com visto na chegada e já visitou 45 nações.
Rosalie Somogyi, também do perfil Type B, viaja desde 2020 graças ao trabalho remoto. Ela dá importância ao clima quente e às cozinhas locais, mantendo a flexibilidade de alterar planos conforme o desejo do momento.
Somogyi destaca que o México é um destino recorrente, pela cultura, música, praias e diversidade. Apesar de recomendações oficiais sobre segurança, ela observa que é possível evitar áreas de risco sem abrir mão da experiência.
Planejamento x liberdade
O viajante Kevin Droniak adota a abordagem de seguir o impulso do momento. Em etapas iniciais de cada viagem, ele busca cafés locais e recomendações de moradores para atividades, mantendo o itinerário aberto para ajustes.
Droniak acrescenta que, quando necessário, pode acompanhar amigos mais focados em agenda, desde que haja respeito mútuo. Em destinos como Zhujiajiao, China, ele prefere explorar a pé, sem pressa, quando a situação permite.
Mark também admite que a flexibilidade pode atrapalhar quem pretende viajar com pouco tempo. Mesmo assim, ela sugere que, para quem aceita, as viagens podem incluir encontros inesperados e experiências autênticas, com menor pressão por roteiros rígidos.
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