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Imigrante haitiano no Rio terá o coração dividido na Copa

Haitiano no Rio vive Copa com o coração dividido entre Brasil e Haiti, em evento da Mawon antes da partida de 19 de junho

Robert Montinard está com o coração dividido na Copa do Mundo.
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  • Brasil e Haiti integram o Grupo C da Copa do Mundo, com o jogo entre os dois marcado para o dia 19 de junho.
  • Robert Montinard, haitiano de 50 anos que vive no Rio desde 2010, está dividido entre torcer pelo Brasil e pelo Haiti durante a partida.
  • Montinard chegou ao Brasil em 2010, após o terremoto no Haiti; perdeu o filho Lula em desastres no país e desde então vive com a segunda esposa, Mélanie, no Rio.
  • A Mawon organiza, ao lado da Viva Rio, um evento na Glória com oficinas culturais e debates sobre direitos humanos e migração haitiana, a partir das 16h, seguido de jantar às 19h e transmissão do jogo às 21h30.
  • Ele ainda não definiu de qual seleção irá vestir a camisa, dizendo que a ideia é torcer pela grande Copa de ambos os países.

Robert Montinard é haitiano de 50 anos que vive no Rio de Janeiro desde 2010. Residente na cidade há mais de uma década, ele integra a comunidade local por meio de mediação de conflitos, produção cultural e atuação como cofundador da ONG Mawon, que trabalha com direitos de migrantes e refugiados.

O evento em questão acontece durante a Copa do Mundo, em que o Haiti está no Grupo C ao lado de Brasil, Marrocos e Escócia. O segundo jogo da equipe caribenha na competição está marcado para 19 de junho, em horário ainda divulgado pela organização do evento.

Contexto pessoal de Montinard

Bob, como é conhecido, perdeu o pai no Haiti durante o terremoto de 2010. Sua casa foi destruída e seu filho Lula ficou soterrado em um outro imóvel. Em dezembro de 2010, ele e a segunda esposa decidiram mudar para o Rio de Janeiro, vindo a se naturalizar como residente brasileiro ao longo dos anos.

A ligação com o Brasil e o futebol

O haitiano tem três filhos, entre eles Lula, que hoje estuda na França. O segundo filho, Bimba, leva o nome homenageando Mestre Bimba, fundador da capoeira popularizada no Brasil. O caçula Zion é torcedor do Flamengo e costuma acompanhar jogos no Maracanã. No Haiti, Lula é lembrado pela ligação com a liderança social que o país busca.

Programação de 19 de junho

A Mawon, em parceria com a Viva Rio, promove uma programação próxima ao metrô da Glória, na zona sul do Rio. A atividade começa às 16h com oficinas de cultura haitiana e debates sobre direitos humanos e migração haitiana, com a participação de lideranças locais e autoridades. Às 19h ocorre um jantar coletivo de comida haitiana, seguido de apresentações musicais e da transmissão do jogo entre Brasil e Haiti, marcado para as 21h30 (horário de Brasília).

Expectativa de Montinard

Montinard planeja estar vestido com a camisa de um dos dois países em choque, buscando aproveitar a Copa para unir as nações. Ele declara que torce para que haja classificação de ambos os países, refletindo a posição de alguém com trajetória de vida entrelaçada entre o Haiti e o Brasil. O confronto entre Brasil e Haiti compõe o Grupo C, ao lado de Marrocos e Escócia.

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