- Reforma de 140 m² no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, busca um ambiente silencioso e atemporal para valorizar a coleção de arte.
- Arquitetos Bernardo Gaudie-Ley e Tânia Braida, da Beta Arquitetura, preservaram o piso original de peroba-do-campo e integraram obras de artistas como Bechara, Milhazes, Holck, Sued e Ivo.
- A iluminação foi o principal desafio, para realçar as obras sem perder a atmosfera acolhedora.
- Mobiliário brasileiro aparece nas peças-chave: poltronas Tetê e banco Mocho de Sergio Rodrigues; sala de jantar com mesa Alê, cadeiras Bossa e luminárias Norte/Sul.
- Suíte master ganhou espaço ao incorporar o antigo terceiro quarto; quarto do filho mantém foco na arte com Beatriz Milhazes, enquanto a cozinha foi reorganizada sem alterar a configuração original.
O apartamento de 140 m², localizado no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, passou por uma reforma com o objetivo de criar um lar visualmente silencioso e atemporal, capaz de valorizar cada obra de arte. O projeto foi conduzido pelos arquitetos Bernardo Gaudie-Ley e Tânia Braida, do Beta Arquitetura, para uma advogada e seu filho de 10 anos.
A intervenção manteve elementos originais importantes, como o piso de taco de peroba-do-campo, restaurado para trazer calor. A ideia central foi criar uma arquitetura limpa que sirva de suporte à coleção de arte da moradora, sem abrir mão do conforto cotidiano.
Na sala de estar, paredes brancas, iluminação pontual e painéis de madeira freijó natural compõem o cenário para obras de artistas como Ana Holck, Eduardo Sued, Gonçalo Ivo, Almandrade e José Bechara. Os móveis incluem as poltronas Tetê e o banco Mocho, de Sergio Rodrigues.
Na sala de jantar, a atmosfera autoral continua com a mesa Alê, de Maria Cândida Machado, e as cadeiras Bossa, de Jader Almeida, acompanhadas pelas luminárias Norte/Sul, criadas pela designer Sol Camacho.
Desafios e soluções de iluminação
Segundo Tânia Braida, o maior desafio foi o planejamento lumínico, que precisava valorizar as obras sem perder a sensação acolhedora do ambiente. O resultado equilibra foco nas obras e conforto diário.
A cozinha manteve a configuração original, mas ganhou reorganização de bancadas e equipamentos para aumento de funcionalidade. A integração com a copa inclui a mesa Caetano e as cadeiras Claudia, de Aristeu Pires.
O tom verde-bandeira da marcenaria é o destaque que dialoga com fotografias de Andy Warhol, criando ponto de variedade cromática sem romper a linha neutra do projeto.
O lavabo reaproveita uma antiga área de circulação, surgindo como uma “caixa” em freijó que imita portas e acessos para cozinha, hall e circulação, ampliando a percepção de espaço.
Suites e áreas privadas
A suíte master ganhou a incorporação do antigo terceiro quarto para ampliar o banheiro e criar um closet generoso. A paleta neutra e os acabamentos naturais reforçam o clima acolhedor, com a poltrona Vivi, de Sergio Rodrigues, em evidência.
A suíte do filho recebe mobiliário de madeira sob medida, roupas de cama leves e layout funcional para acompanhar o crescimento, incluindo um quadro de Beatriz Milhazes.
No quarto infantil, a cama e a mesa de cabeceira são da Casa Pronta; a luminária é da Lumini; o quadro é de Beatriz Milhazes; e o conjunto de cama é da Branco.casa, com tapete da Galeria Hathi.
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