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Trabalhadores que deixaram a escala 6×1 dizem ter organizado a vida

Comissão aprova fim da escala 6x1, com redução gradual da carga horária para 40 horas e dois dias de folga remunerados por semana

Karolyne Rocha de Oliveira celebra jornada menor na semana. "Antes eu ia ao dentista e mercado no sábado. Agora resolvo na sexta e uso o domingo apenas para descansar"
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  • A Câmara aprovou o fim da escala 6×1; o projeto reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de folga por semana, com um deles, preferencialmente, aos domingos.
  • A transição será em duas etapas: primeira, 42 horas semanais 60 dias após a promulgação; depois, 40 horas semanais 12 meses após, totalizando 14 meses para a conclusão.
  • O texto mantém o salário e permite que, por meio de acordos coletivos, empresas distribuam as horas de forma diferente, desde que não haja corte salarial.
  • Alguns estabelecimentos já adotam o modelo 5×2, como o Palácio Tangará, em São Paulo, com redução de horas para 42 e 329 funcionários, e o MOL Impacto, com o 4×3 no terceiro setor.
  • Trabalhadores relatam impactos positivos, como organização de vida, mais tempo para saúde, família, estudo e lazer, mesmo diante de ajustes operacionais.

O fim da escala 6×1 segue aguardando aprovação no Senado, mesmo após a Câmara ter aprovado a proposta. Empresas já começam a adotar jornadas de 5×2, com dois dias de folga semanais, mantendo os salários estáveis e buscando maior atratividade para equipes qualificadas.

Três casos ilustram a tendência: uma pesquisadora de hospital de luxo em São Paulo passou a trabalhar cinco dias e folgar dois, separando melhor descanso, compromissos pessoais e lazer. Em outro exemplo, uma funcionária de Pão de Açúcar relata organização doméstica facilitada pela nova rotina.

Já uma profissional de jornalismo trabalha 4×3, com folga na sexta-feira, mantendo a semana de trabalho concentrada e permitindo atividades pessoais sem prejudicar o descanso. O modelo tem permitido retorno aos estudos e maior tempo com a família.

O que mudou na prática

A nova escala reduz a carga semanal de 44 para 42 horas em duas etapas, começando 60 dias após a promulgação da PEC e, em 12 meses, chegando a 40 horas. Dois dias de folga, com um deles preferencialmente aos domingos, passam a integrar a norma.

Os ajustes serão negociados por meio de acordos coletivos entre empresas e categorias, com regras específicas para cada setor. Não haverá corte salarial, e as negociações podem redistribuir as horas diárias para cumprir a nova média semanal.

O cenário jurídico

A Comissão Especial da Redução da Escala aprovou o texto na Câmara, que agora será encaminhado ao Senado para análise. A proposta estabelece um caminho gradual até a implantação definitiva do 5×2, 4×3 ou formatos equivalentes.

Caso seja mantida, a transição ocorre em duas fases: primeiro, redução para 42 horas, e, após 12 meses, definição de 40 horas como teto. O objetivo é ampliar o tempo de folga sem comprometer remuneração.

Perspectivas para trabalhadores

Empresas já indicam maior atratividade para profissionais qualificados, com investimentos em contratações para sustentar a nova demanda. Pesquisas internas apontam alto índice de satisfação entre colaboradores que já experimentam as mudanças.

Especialistas destacam que a implementação depende de diálogo entre empregadores e sindicatos, além de ajustes operacionais para manter eficiência. O andamento da PEC no Senado será determinante para a ampliação do regime 5×2 em todo o país.

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