- Esthefany Silva Corrêa conseguiu comprar o primeiro carro financiado, pagando as parcelas com o dinheiro de seus três empregos.
- Ela fazia uma rota de sete quilômetros diários de bicicleta para levar os filhos a escolas diferentes, enfrentando ladeiras, calor e chuva.
- Para financiar, o pai cedeu o CPF; as prestações são pagas por ela, com o rendimento de seus trabalhos.
- A rede de apoio da família — mãe e tias — ajuda na logística, mas a responsabilidade principal continua com a mãe.
- A história ganhou viral nas redes e evidencia o contexto de mães solo no Brasil, com mais de 11 milhões nesse perfil, segundo o Instituto Brasileiro de Economia.
Esthefany Silva Corrêa, 32 anos, mãe solo de Ana Laura, 9, e Davi Lucca, 4, enfrentou uma rotina exaustiva para levar os filhos à escola. Ela passou de bicicleta até conseguir um carro financiado, pagando as prestações com o próprio trabalho.
Todos os dias, eram 7 quilômetros de pedaladas, com trajetos entre escolas em turnos diferentes. A logística incluía deixar a filha na casa de uma tia, seguir a pé até a escola de Ana Laura, e depois pedalar até a outra, evitando retrabalho.
Para sustentar aluguel, faculdade de enfermagem e o carro, Esthefany criou uma rede de quatro frentes de renda. Vende salgados, trabalha em loja, faz papelaria e aluga decorações para festas, sem depender de ajuda financeira fixa.
Rede de apoio que sustenta sem substituir
A mãe conta com a família, especialmente as tias, que ajudam nos pontos críticos do trajeto e no cuidado das crianças. Esse suporte é fundamental, mas a responsabilidade principal continua com a mãe, que também está estudando para ampliar oportunidades.
O esforço é visível nos relatos de Esthefany: existe o objetivo de oferecer melhores condições aos filhos, mesmo com jornadas longas. Ela busca manter Ana Laura em uma escola de qualidade, mesmo diante de limitações logísticas.
Construindo o caminho para o carro
A necessidade de um veículo levou Esthefany a financiar o carro no CPF do pai, já que a entrada não era viável. As parcelas, no entanto, são pagas por ela, com o dinheiro proveniente de seus vários empregos.
Em meio à rotina pesada, ela acredita que a mudança trouxe mais estabilidade para a família. O carro chegou como consequência de planejamento, esforço e persistência em meio a adversidades.
Contexto nacional
Dados de referência indicam que o Brasil ultrapassou 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas, representando cerca de 15% dos lares. A história de Esthefany ilustra realidades de muitos trabalhadores que conciliam renda, cuidado dos filhos e mobilidade.
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