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Apartamento une terra e oceano em Fortaleza

Arquitetura cearense transforma apartamento à Beira-Mar em Fortaleza, unindo sertão, mar e arte com cozinha integrada e suítes reconfiguradas

Neste living integrado, destaca-se a curadoria de design brasileiro
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  • Apartamento de 203 m², assinado pelo escritório Novais Arquitetura, fica no Edifício Dom Pedro I, na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, com vista para o mar.
  • A obra durou oito meses e reconfigurou a planta original para integrar a cozinha ao living e transformar todos os quartos em suítes, incluindo uma área de leitura e escritório na suíte do casal.
  • A ideia central foi unir o sertão (texturas terrosas, concreto aparente) ao oceano, com materiais como concreto aparente, madeira, aço corten e acabamento terracota nas paredes.
  • O piso de ipê foi restaurado, e a cozinha ganhou pastilhas cerâmicas sextavadas; as ripas de madeira natural revestem o rebaixo do teto.
  • O projeto celebra a cultura local com um acervo de artes e design cearenses, incluindo obras de artistas e designers nacionais, e a porta de entrada revestida de couro.

O apartamento de 203 m², assinado pelo escritório cearense Novais Arquitetura, fica no Edifício Dom Pedro I, na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza. A ideia era unir o sertão e o oceano em uma residência contemporânea, com estilo de vida voltado ao mar. A obra levou oito meses para ganhar forma.

Cyro Thomaz, empresário do setor de comunicação e triatleta, buscou um espaço que permitisse nadar, correr na orla e pedalar pela cidade. A mudança do verde para o mar refletia o desejo de um respiro, mantendo a presença do sertão na atmosfera do apartamento. A esposa Lia Quinderé trouxe o foco na convivência pela cozinha integrada.

A planta original dos anos 1970 foi reformulada para ampliar a área social e criar suítes adicionais. A cozinha ganhou integração com o living, abrindo a vista para o mar. Quarto principal ganhou closet, área de leitura e escritório. Um lavabo foi inserido na área social.

Materiais e language de design

Concreto aparente, madeira, aço corten e tons terrosos definem a base. O acabamento terracota nas paredes resulta de aplicação diluída, finalizada com pano para efeito manchado. O piso de ipê foi restaurado, e estruturas do edifício ficam expostas de forma planejada.

Arte e assinatura local

A entrada revestida em couro abre caminho para obras de artistas cearenses e designers renomados, mesclando nomes nacionais e regionais. Entre as peças estão criações de Jader Almeida, Lina Bo Bardi, Campana, além de artistas locais como Túlio Paracampos e Sérvulo Esmeraldo.

Contexto pessoal e ligação com o prédio

A história remete a laços familiares: a avó de Lia foi a primeira moradora do Dom Pedro I, e a família Quinderé tem outros apartamentos no edifício. O casal viu no endereço antigo uma coincidência positiva que reforçou a escolha pelo domínio do mar.

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