- Loja de items esportivos com camisetas da seleção brasileira presas por fios de segurança viraliza, chegando a cerca de 2 milhões de visualizações; postagem de Ana Beatriz Venceslau ocorreu no último sábado, 30 de maio.
- Cliente relatou que as camisas estavam com rasgos ou furos causados pelos fios e precisou encomendar a peça pela internet para retirar na loja; preço da Nike Jordan na loja varia de R$ 399 a R$ 749.
- Funcionária informou que, mesmo protegidas, muitas pessoas tentavam furtar as camisetas; a loja não respondeu aos contatos da PEGN.
- Especialista Hannah Salmen, professora da Ibmec, aponta prevenção de perdas inteligente: combinar tecnologia, equipe treinada, organização do espaço e análise de dados, sem prejudicar a experiência do cliente.
- Estudo da Abrappe com a KPMG aponta perdas do varejo de R$ 36,5 bilhões em 2025, com cerca de 70% relacionadas a quebras operacionais, furtos e erros de inventário; ressalta a necessidade de equilíbrio entre segurança e atendimento.
Em uma tentativa de conter furtos de camisas da seleção brasileira, uma loja de itens esportivos tornou-se tema de um vídeo viral com cerca de 2 milhões de visualizações. A postagem foi feita no fim de semana passado pela usuária Ana Beatriz Venceslau, no X, relatando a dificuldade para comprar uma peça protegida por fios de segurança.
Segundo a postagem, a vendedora demorou a liberar a camiseta, com a cliente dizendo ter passado por “o maior auê” para finalmente conseguir. Ela afirma que, ao experimentar, várias camisas estavam com rasgos ou furos provocados pelos fios. Por fim, precisou fazer uma encomenda pela internet para retirar o item na loja. A loja não respondeu aos contatos da reportagem.
A peça mencionada pertence à coleção Nike Jordan e aparece no site oficial com preços entre R$ 399 e R$ 749. A situação expõe o desafio do varejo em equilibrar proteção de produtos e experiência de compra.
Cuidados contra furtos
Especialista em empreendedorismo e prevenção de perdas, Hannah Salmen, da Ibmec, reforça que a proteção deve combinar tecnologia, equipe treinada, organização do espaço e análise de dados. Câmeras, etiquetas antifurto, alarmes e controle de estoque são recursos apontados como úteis, desde que não tornem a experiência de compra desconfortável.
A pesquisadora sugere ainda situações de visibilidade de itens, como manter peças piloto à mostra ou disponibilizar produtos com o apoio de um vendedor, para manter o contato do cliente com o produto. O varejo físico depende da experiência sensorial, não apenas da segurança.
Dados da Abrappe, em parceria com a KPMG, indicam que cerca de 70% das perdas do varejo se concentram em quebras operacionais, furtos e erros de inventário, totalizando 36,5 bilhões de reais em 2025. A especialista aponta que perdas afetam margens, preços e investimentos.
Erros comuns entre comerciantes incluem tratar todos os clientes como suspeitos e adotar soluções agressivas que protegem o produto, mas afastam o consumidor. A orientação é buscar equilíbrio entre proteção e experiência do cliente, mantendo confiança, liberdade e conforto.
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