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Ilha oferece recebimento imediato de visitantes por coelhos ao desembarcar

Okunoshima, ilha dos coelhos, recebe visitantes cercados por animais e esconde ruínas militares, além do museu do gás mostarda, aberto em mil novecentos oitenta e oito

Centenas de animais correndo em direção aos turistas na ilha dos coelhos no Japão.
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  • Okunoshima, ilha no Mar Interior de Seto, é famosa como “ilha dos coelhos no Japão”, onde centenas a mais de mil coelhos convivem com os visitantes.
  • Os coelhos aparecem logo no desembarque, cercando turistas e cheirando sacolas na expectativa de comida; o local proíbe cães e gatos para proteger a fauna.
  • A ilha ficou conhecida também por ruínas militares e por ter abrigado, entre 1929 e 1945, uma fábrica secreta de armas químicas; o Okunoshima Poison Gas Museum foi inaugurado em 1988 para registrar a história.
  • A origem dos animais é debatida; a explicação mais aceita é de que um grupo de estudantes levou coelhos à ilha no início dos anos setenta, com o tempo ampliando a população.
  • O turismo consciente orienta visitantes a não oferecer alimentos processados, cuidar das trilhas e respeitar o espaço dos animais, com diretrizes disponíveis no site oficial de turismo de Hiroshima.

A ilha de Okunoshima, situada no Mar Interior de Seto, na costa de Hiroshima, tornou-se conhecida como a ilha dos coelhos no Japão. Ao desembarcar, centenas de animais se aproximam dos visitantes, farejam sacolas e aguardam comida em meio a praias serenas e trilhas arborizadas.

A população de coelhos varia entre centenas e mais de mil, dependendo da época. O território não tem predadores naturais significativos e cães ou gatos são proibidos, o que favorece a aproximação entre bichos e pessoas. O encanto viralizou após vídeos de 2014.

História por trás da ilha

Entre 1929 e 1945, o Exército Imperial Japonês manteve uma instalação secreta de armas químicas em Okunoshima, o que levou o governo da época a excluir a ilha dos mapas. O local abriu o Okunoshima Poison Gas Museum em 1988, exibindo documentos, equipamentos de proteção e relatos de trabalhadores.

A versão mais aceita sobre a origem dos coelhos afirma que um grupo de estudantes soltou animais na década de 1970, dando início à população atual. Pesquisas genéticas indicam que outros abandonos ao longo dos anos incrementaram a diversidade.

Turismo e bem-estar animal

O sucesso turístico trouxe desafios para a fauna. Os visitantes, em muitos casos, dependem de alimentação fornecida. Orientações oficiais de turismo de Hiroshima tratam de transporte e cuidados com a fauna em inglês.

Práticas recomendadas para quem visita:

  • não oferecer alimentos processados;
  • cuidar para não colocar riscos nas trilhas;
  • respeitar o espaço dos animais, evitando pegá-los no colo.

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