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Três lições do futebol para líderes vencerem no trabalho

Da liderança ao campo: adaptação de estilos, limites claros e ciclos de noventa minutos elevam foco e produtividade no trabalho

Getty Images Uma forma comprovada pela ciência de levar o esporte para o ambiente de trabalho é adotar ciclos de foco profundo em blocos de 90 minutos, como uma partida de futebol
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  • Em entrevista à Forbes, Ciaran McArdle, CEO da XL Sports World, apresenta três lições de gestão inspiradas no futebol para liderança no ambiente corporativo.
  • Lição um: adaptar o estilo de liderança ao perfil de cada membro da equipe para melhorar a comunicação e o desempenho.
  • Lição dois: definir limites intencionais, incluindo o limite de conflito, do escritório e da recuperação, para proteger o bem‑estar mental.
  • Lição três: normalizar ciclos de trabalho profundo de noventa minutos, com modo avião, pausas de recuperação e liderança pelo exemplo.
  • A abordagem tem embasamento em neurociência, citando Andrew Huberman, da Escola de Medicina de Stanford, que associa o desempenho a ciclos de noventa minutos e pausas para reiniciar a mente.

Em entrevista à Forbes, Ciaran McArdle, CEO da XL Sports World, apresenta lições de gestão inspiradas no futebol para líderes de alto desempenho. O objetivo é transformar dinâmicas de campo em estratégias aplicáveis ao mundo corporativo. A conversa conecta foco, limites e engajamento a resultados organizacionais.

McArdle, que atua há décadas no gerenciamento de instalações esportivas, relembra que a disciplina do esporte paga dividendos na liderança empresarial. Segundo ele, as práticas de um time bem estruturado ajudam a manter o foco e a eficiência no escritório. A seguir, as três lições centrais.

Adapte-se ao perfil de cada membro da equipe

No futebol, o capitão não trata todos da mesma forma, e a comunicação deve variar segundo o destinatário. A mensagem para a colega A pode exigir tom firme, já para a colega B, uma conversa reservada e encorajadora. A ideia é ajustar o estilo conforme a pessoa e a tarefa, mantendo todos engajados.

A liderança inclusiva depende de entender o que motiva cada profissional. Alguns respondem a cobrança direta; outros precisam de espaço para autodescoberta e reforço positivo. A personalização do estilo de liderança busca apoiar todos de forma adequada ao contexto.

Defina limites intencionais

Uma das ideias centrais é cruzar a linha branca: dentro das quatro linhas, há guerra; fora, volta a ser relação de equipe. No ambiente corporativo, é essencial estabelecer essas margens. O objetivo é criar um espaço seguro para debater ideias, fazer perguntas difíceis e desafiar o status quo sem que haja atrito pessoal.

Também é necessário demarcar o limite do escritório, ou seja, o momento de desconectar mentalmente ao deixar a empresa ou fechar o notebook. Por fim, o limite de recuperação orienta sobre interromper o ciclo ao fim do expediente para proteger o bem-estar mental.

Normalize ciclos de 90 minutos de trabalho profundo

Para enfrentar distrações do ambiente corporativo, a prática propõe blocos de 90 minutos de trabalho intenso, alinhados à duração de uma partida. O foco é obter o máximo impacto nas três prioridades que geram grande parte do resultado.

O método recomenda o modo avião durante esses blocos, silenciando notificações e mantendo o tempo reservado. O intervalo entre os blocos deve incluir pausas para recuperação física e mental, com dois blocos de 45 minutos cada. Liderar pelo exemplo incentiva a equipe a adotar o mesmo foco.

A abordagem encontra sustentação na neurociência: estudos indicam que o trabalho cognitivo complexo rende melhor nas primeiras oito horas após acordar, com picos de dopamina e cortisol. Assim, estruturar o esforço em ciclos de 90 minutos seguidos de pausa favorece a eficiência.

Essa leitura tem respaldo de especialistas. Andrew Huberman, professor da Escola de Medicina de Stanford, aponta a importância de ciclos ultradianos para manter a qualidade do desempenho. A reportagem original destaca ainda a colaboração de Julie Kratz, da Forbes USA.

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