- Gustavo Zerbino, de 74 anos, é o convidado da coluna Gente; ele foi sobrevivente do voo 571 da Força Aérea Uruguaia, acidente nos Andes em 1972 que inspirou o filme A Sociedade da Neve na Netflix.
- Ele descreve as condições extremas: 73 dias isolados, temperaturas de até 40 graus negativos durante a noite e até 43 graus durante o dia, com mudanças abruptas de temperatura.
- Os sobreviventes consumiram carne de colegas mortos como única forma de continuar vivos; as decisões foram tomadas de forma unânime.
- Zerbino enfatiza lições de coragem, fé, amizade, solidariedade e serviço, rejeitando a ideia de milagre e destacando valores e princípios.
- O relato ressalta a importância de humanidade e união entre irmãos, defendendo pontes entre pessoas e culturas, inclusive entre Brasil e Uruguai.
Gustavo Zerbino, uruguaio de 74 anos, relembra a tragédia que inspirou o filme A Sociedade da Neve, da Netflix. Sobreviveu ao acidente do voo 571 da Força Aérea Uruguaia, em 1972, que caiu na Cordilheira dos Andes. Passou 73 dias isolado, enfrentando frio extremo e falta de comida.
Em entrevista à coluna GENTE, ele comenta como transformou a experiência em lição de vida, destacando coragem, fé e liderança. O relato completo está disponível no canal da VEJA GENTE, em plataformas de streaming e no Spotify, conforme divulgado pela coluna.
A entrevista também aborda o passado recente da família de Zerbino, que vivenciou a invisibilidade de informações e o impacto emocional dos dias de isolamento. Ele reforça a importância da resiliência em situações extremas e da união entre os sobreviventes.
Lições de vida e ética
O sobrevivente descreve as condições: temperaturas negativas de até 40 graus, dias com 43 graus de calor quando o sol aparecia, e a ausência de recursos básicos. Em meio ao ambiente inóspito, o grupo encontrou força em valores como amizade, solidariedade e vocação de compartilhar.
Ele explica que, para sobreviver, foi necessário apagar o medo e enfrentar tabus psicológicos. Segundo Zerbino, as decisões foram tomadas de forma coletiva, sem informações confiáveis, reforçando a ideia de que o limite humano existe na mente.
Desfecho e reflexão
Zerbino não classifica a história como milagre, mas como um conjunto de episódios que prova o poder da determinação humana quando há foco em objetivos comuns. O grupo preservou a dignidade ao buscar soluções éticas e manter o vínculo entre os amigos.
Ao falar sobre o dia do resgate, ele ressalta que cada instante contou: a esperança foi a força que manteve o grupo, e os helicópteros chegados ao fim marcaram a validação de todo o esforço. O relato enfatiza valores como solidariedade e cooperação.
Conclusões pessoais e visão de mundo
O uruguaio compartilha que vive com a percepção de que cada dia é um presente, valorizando o tempo disponível para agir, agradecer e se conectar com pessoas. Em tom de reflexão, ele compara culturas de competição e cooperação entre Brasil e Uruguai, destacando diferenças de mentalidade sem idle de julgamento.
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