- Brasil e Marrocos se enfrentam na Copa do Mundo neste sábado, 13, com a conexão entre os países indo além do futebol.
- Cuscuz é a palavra que une as duas culturas: origem árabe (kuskus) e versões diferentes — no Brasil, feito com farinha de milho; no Marrocos, base é semolina de trigo, com acompanhamentos variados.
- O português recebeu muitos termos da língua árabe durante a ocupação na Península Ibérica, incluindo palavras como açúcar, azeite, arroz, café, entre outras.
- Mazagão aparece em ambos os lados do Atlântico: no Amapá, no Brasil; no Marrocos, antiga cidade ligada a El Jadida, com a história da Nova Mazagão após a saída portuguesa.
Brasil e Marrocos se enfrentam neste sábado (13) pela Copa do Mundo, mas a conexão entre os dois países vai além do campo. A parceria se revela em vocabulário, culinária e nomes de lugares que cruzam continentes.
Mesmo com idiomas oficiais diferentes — darija e árabe no Marrocos, português no Brasil — há semelhanças culturais que aparecem no dia a dia. Palavras saídas de trocas históricas ajudam a aproximar as duas nações.
Cuscuz: uma palavra, duas tradições
No Brasil, o cuscuz costuma levar farinha de milho e aparece no café da manhã ou lanche. No Marrocos, ele é feito com semolina de trigo e acompanha legumes, carnes e temperos. O nome tem origem comum, derivando do árabe kuskus.
Raízes árabes no português
A influência árabe na língua portuguesa é extensa por conta da ocupação da Península Ibérica no passado. Hoje, termos como açúcar, azeite, arroz, café, almofada, alfândega, armazém e azulejo mantêm essa herança e aparecem no cotidiano marroquino.
Mazagão: ponte entre continentes
No Brasil, Mazagão é um município no Amapá, fundado no século XVIII. No Marrocos, o nome remete a uma antiga cidade integrada à região de El Jadida, ocupada pelos portugueses. A ligação histórica deu origem à Nova Mazagão, na Amazônia.
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