- Frio e chuva marcam o inverno na capital paulista, onde Férgusson, morador de rua, busca refúgio na Copa do Mundo de 2026.
- Guardas removem colchões, barracas e cobertores, gerando críticas sobre desrespeito à propriedade privada.
- Uma ONG, com patrocínio de uma emissora, instala uma van com café quente, sopa de feijão e um telão para a torcida de moradores de rua, incluindo haitianos imigrantes.
- A ação envolve a distribuição de agasalhos da seleção e a participação de moradores, com a exigência de usar o logotipo da organização.
- Férgusson quase acompanha a abertura da Copa, mas é interrompido pela vigilância; ele comenta que o Brasil poderia vencer e lembra que o frio pode diminuir com a chegada do El Niño.
Na noite de frio e chuva em São Paulo, Fergusson, morador de rua, encontrou refúgio em uma ação ligada à Copa do Mundo de 2026. Uma ONG promoveu a torcida de rua, oferecendo telão, sopa, cobertores e itens de acolhimento. A iniciativa contou com apoio de uma emissora de televisão.
Acompanhado por quem já o conhecia, Fergusson descreveu a situação do entorno da cidade, onde a prefeitura tem recolhido colchões, barracas e cobertores de moradores de rua. O episódio gerou debates sobre habitação e assistência social.
A noite se desenrolou com a montagem de um espaço temporário próximo à Baixada do Glicério, onde o telão foi instalado. Voluntários distribuíram cobertores, pipoca e bebidas para quem participa do programa da ONG.
A participação de moradores em situação de rua ficou evidente quando outros indivíduos conhecidos de Fergusson entraram na van da ONG. A equipe solicitou o uso do logotipo do patrocinador para a participação, sob a condição de torcer pela seleção brasileira.
Entre as atividades, houve uma dança de abertura, apresentação de roupas oficiais e um momento de aquecimento com sopas quentes e bebidas. A programação incluiu o pedido de colaboração para uma festa junina posterior.
Mesmo com as amenidades, a noite trouxe tensão quando um guarda municipal interveio para orientar a saída de Fergusson e de outros presentes. Perguntas sobre direitos, denúncias de remoção e o papel da prefeitura marcaram o clima.
Ao final, Fergusson não viu a abertura da Copa e manteve a esperança de acompanhar jogos futuramente. Ele comentou que o frio, aliado ao El Niño, pode trazer alívio nas próximas semanas, mas a preocupação com abrigo persiste.
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