- O narrador foi lobinho e depois escoteiro, integrou a Patrulha Búfalo no Colégio Padre Antônio Vieira, em Salvador, nos anos setenta.
- O uniforme mudou de azul escuro para cinza e o líder da patrulha era Kelsen, com o ajudante Papagaio.
- O primeiro acampamento ocorreu numa fazenda abandonada em Buraquinho, com cantigas, fogueira e sensação de coragem entre os jovens.
- Numa noite de lua, a patrulha subiu na varanda de uma casa escura e cantou, incluindo uma música de Dominguinhos; o narrador descreve a alegria vivida naquele momento.
- Em dezoito de 1973 mudaram-se para o Rio de Janeiro e a Patrulha Búfalo ficou para trás; o texto encerra com saudações a Kelsen e Papagaio.
A Patrulha Búfalo marcou o meu tempo como escoteiro na Bahia. Comecei como lobinho e passei ao grupo de Patrulha, em Salvador, no início dos anos 1970. O uniforme mudou para cinza e o grito de guerra passou a ser Búfalo, Búfalo, hurra. O quartel-general ficava próximo ao campo do Colégio Padre Antônio Vieira, numa encosta.
As reuniões ensinavam técnicas básicas de escotismo: fogueiras, nós e sinais no código das bandeiras. O líder da patrulha era Kelsen, jovem, forte e determinado. O auxiliar, conhecido como Papagaio, ajudava de forma bem-humorada.
Acampamento em Buraquinho
Em 1971, realizamos nosso único acampamento numa fazenda abandonada em Buraquinho, no litoral norte de Salvador. Limpamos o terreno, montamos as barracas e dormimos sob a lua. A coragem dos companheiros ajudou a dissipar meu medo de fantasmas.
Na manhã seguinte, seguimos por uma estrada de terra até uma praia de águas claras. Dentro da água, organizamos uma brincadeira tradicional: um voluntário leva a ponta da corda, mergulha a uma distância de cerca de 20 metros e a patrulha puxa com força, simulando um jet ski submarino por alguns segundos.
Mudança para o Rio de Janeiro
Em 1973, mudamos para o Rio de Janeiro e a Patrulha Búfalo ficou para trás. Kelsen e Papagaio, que vocês estejam bem, espero que a vida tenha correspondido à forma como nos trataram.
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