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Movimento silencioso estende a infância das crianças, aponta educador

Educador ressalta movimento de estender a infância para manter a presença parental e vínculos fortes diante do amadurecimento dos filhos

“Existe uma frase que circula e que, de algum modo, nos atravessa: ‘Na vida do seu filho, você é um capítulo. Na sua vida, ele é o livro inteiro’”, reflete Marcelo Cunha Bueno, colunista da CRESCER
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  • Existe um movimento silencioso de esticar a infância dos filhos, não para impedir o crescimento, mas para manter o tempo do afeto mais presente.
  • A ideia de que “na vida do seu filho você é um capítulo; na sua vida, ele é o livro inteiro” evidencia a profundidade da relação e como a presença organizada o sentido da nossa existência.
  • Esticar a infância envolve permanecer presente, oferecer colo, abraço, escuta e momentos de encontro verdadeiro enquanto a relação se transforma.
  • O objetivo é acompanhar o crescimento sem prender, orientando sem invadir e mantendo um vínculo que continua vivo mesmo com a passagem da infância.
  • No fim, esticar a infância é habitar o tempo com presença, valorizando cada olhar, cada pedido de colo e cada abraço, para que a relação permaneça além da idade.

Há um movimento silencioso na paternidade e na maternidade: a ideia de estender a infância dos filhos. A percepção é de que o tempo de afeto pode ser vivido de forma mais presente, sem impedir o crescimento.

Especialistas destacam que a infância é um período de vínculo intenso, com abraço, olhar e presença. Em meio a mudanças na relação entre pais e filhos, cresce a sensação de que a essência do afeto se revela nesse tempo compartilhado.

O tema também é discutido por Marcelo Cunha Bueno, colunista da CRESCER, que aponta a ideia de que os impactos da presença na vida do filho se refletem na própria vida dos pais. A reflexão envolve o sentido de família e a organização do dia a dia.

O que significa esticar a infância

Ao longo do texto, o foco está no desejo de manter momentos de proximidade, escuta e companhia. Trata-se de reconhecer que a infância é passageira e valorizar o tempo em que ainda há colo e abraços demorados.

O conceito envolve equilíbrio entre orientar os filhos e permitir que vivam de forma autônoma. Em cada cotidiano, surge a oportunidade de manter o vínculo sem inviabilizar o crescimento individual.

Quem vive esse movimento aponta que a presença constante ajuda a construir memórias afetivas duradouras. O desafio é manter a relação após o fim da infância, preservando o afeto que começou no começo da vida em família.

Desdobramentos para a rotina familiar

A discussão envolve prioridades e escolhas diárias. Pais relatam reorganizar horários para manter momentos de qualidade, sem superproteger, nem afastar demais. O objetivo é uma convivência contínua, com respeito aos espaços de cada um.

Especialistas ressaltam a importância de valorizar cada olhar de encontro. Mesmo diante do tempo que passa, a relação pode se manter viva, com a memória do cuidado presente no dia a dia.

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