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Escolas públicas usam clima da Copa como ferramenta pedagógica

Escolas públicas do Distrito Federal transformam a Copa em ferramenta pedagógica, com gincanas, bandeiras e murais que elevam o engajamento de centenas de alunos

Alunos do CEF 03 da Estrutural se empolgam com a produção de bandeiras, murais e outros trabalhos temáticos
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  • Escolas públicas do Distrito Federal transformaram a Copa em ferramenta pedagógica, integrando atividades temáticas à rotina escolar antes da partida Brasil x Haiti.
  • No Centro de Ensino Fundamental 03 da Estrutural, 521 alunos do ensino regular e 92 em período integral participam de bandeiras, murais e trabalhos ligados ao campeonato.
  • A gincana escolar, com prêmio de lanche do McDonald’s para a turma vencedora, é destaque há três anos e já proporcionou emoção a estudantes de uma comunidade com vulnerabilidade social.
  • Em Planaltina, os 735 estudantes do CED Águas do Cerrado participam de três semanas de gincana dentro do projeto Dicionários do Cerrado, que mescla temas do bioma com a seleção brasileira.
  • A programação busca fortalecer a autoestima dos alunos e mostrar que educação caminha junto com o sonho de atuar no esporte, sem perder o foco nos conteúdos educativos.

Em meio à Copa do Mundo, escolas da rede pública do Distrito Federal adaptaram aulas para transformar a paixão pelo futebol em ferramenta de aprendizado. Enquanto a Seleção Brasileira encara o Haiti, estudantes trabalham com temas da competição em atividades pedagógicas, gincanas e murais.

No Centro de Ensino Fundamental 03 da Estrutural (CEF 03), a Copa domina corredores e salas. Bandeiras, murais e trabalhos de 521 alunos do ensino regular, além de 92 em período integral, criam uma atmosfera de torcida e aprendizado integrado.

A diretora Sheila Lemos ressalta que o tema foi incorporado às práticas pedagógicas para aumentar o engajamento. Ela aponta brilho nos olhos dos estudantes e destaca o papel da educação na construção de um sentimento de união nacional.

A professora Elaine Almeida, responsável por incentivar a participação, enfatiza a importância da cooperação. Ela lembra que a competição também busca valorizar a autoestima dos alunos e mostrar caminhos além do futebol, como leitura e matemática.

Entre os alunos, a torcida aparece desde o quarto ano. Diego Felipe, 10, sonha em defender o Flamengo e vestir a camisa da Seleção no futuro, confiando na classificação e no título. Outros colegas também demonstram otimismo com o desempenho da equipe.

Em Planaltina, o CED Águas do Cerrado participa da mobilização. São 735 estudantes envolvidos em três semanas de gincana vinculadas ao projeto Dicionários do Cerrado, que também integra temas da Seleção neste ano.

A programação inclui gritos de guerra, atividades com cores verde e amarelo e desafios para cantar o Hino Nacional. A diretora Elcineide Ferreira destaca que a proposta desperta entusiasmo nas crianças, com atividades que misturam esporte e cultura.

No cotidiano escolar, as atividades atraem apenas de forma educativa. Mechas verde e amarela no cabelo, bandeiras e tiaras colecionam sorrisos, enquanto as crianças acompanham a expectativa de uma boa atuação do Brasil.

No grupo de alunos mais jovens, a torcida fica clara. Heloísa Carvalho aposta em um placar expressivo e confia na participação de Neymar, que movimenta as conversas entre as crianças. Para elas, o torneio representa inspiração para o futuro.

Vinícius Júnior também desperta curiosidade entre os pequenos. Rafael Tantasleite, de seis anos, vê no jogador do Real Madrid a figura mais comentada, associando o ídolo ao álbum de figurinhas e ao momento da Copa.

A atmosfera nas escolas demonstra como a educação pode dialogar com o esporte, conectando aprendizado a temas culturais e esportivos. A iniciativa busca manter o foco em conteúdo pedagógico, sem abrir mão da motivação dos estudantes.

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