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Transformar geladeira em gaveta pode favorecer mofo, dizem especialistas

Especialistas alertam que colocar tudo na geladeira pode acelerar a perda de sabor e favorecer mofo; a lição é entender o que o frio faz aos alimentos

Transformamos a geladeira em uma gaveta onde tudo cabe
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  • O primeiro refrigerador doméstico elétrico, o Domelre, surgiu há mais de um século, custando cerca de US$ 900 (aprox. R$ 4.644).
  • Hoje, especialistas dizem que guardar tudo na geladeira por precaução pode acelerar a perda de sabor, alterar texturas ou favorecer mofos.
  • A discussão comum é sobre o que vai para a geladeira e o que fica fora, já que nem tudo precisa ficar refrigerado.
  • Os especialistas desmontam a ideia de que tudo deve ir para a geladeira, citando exemplos como ketchup, pão e azeite.
  • No vinho tinto, jovens vêm servindo frio; o especialista Tom Gilbey, do The Guardian, alerta que isso pode acentuar o álcool e deixar o sabor parecido com sopa.

A transformação da geladeira em uma gaveta que cabe tudo levanta questionamentos sobre o uso correto do frio na conservação dos alimentos. O primeiro refrigerador doméstico elétrico, o Domelre, surgiu há mais de um século, custando cerca de US$ 900 (aprox. R$ 4.644). Foi um luxo que mudou hábitos e criou a ideia de guardar quase tudo “por precaução”.

Hoje, especialistas alertam que essa prática pode ser prejudicial. A geladeira não é solução universal: mal utilizada, acelera a perda de sabor, altera texturas e pode favorecer o mofo ao invés de conservar.

A guerra fria da cozinha

Poucos debates domésticos são tão universais quanto decidir o que vai para a geladeira. Ao longo dos anos, a ideia comum era refrigerar quase tudo para conservar.

Entretanto, pesquisadores desmontam essa lógica. Ketchup nem sempre precisa estar frio, o pão não fica melhor na geladeira, e o azeite pode perder qualidade ao solidificar. O uso inadequado pode comprometer o sabor.

Vinho tinto e a primeira grande heresia

Outra mudança cultural é servir vinho tinto gelado, prática cada vez mais popular entre as gerações mais jovens. O consumo a frio é visto como uma forma de reduzir o impacto do álcool e realçar aromas para alguns paladares.

O debate envolve a observação de especialistas: servir o vinho muito quente pode intensificar o sabor alcoólico, lembrando uma sopa. A discussão segue ampliando-se com novas preferências de consumo.

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