- Pamonha de Piracicaba ganhou notoriedade há cerca de sessenta a setenta anos, com o casal Aparecido Octaviano e Wasty Rodrigues buscando reforçar o orçamento familiar.
- A marca foi criada na década, com embalagens triangulares de palha de milho e uma estratégia de venda que evoluiu de gogô para propaganda em fita K7 e alto-falantes no carro.
- O jingle “pamonha, pamonha, pamonha, pamonha de Piracicaba, é o puro creme do milho verde” ficou famoso e ajudou a disseminar a tradição pelo país.
- Hoje, a produção é conduzida pela Fábrica di Pamonha, de Charqueada, sob a família Assarisse, com cerca de 1.200 unidades por dia vendidas no Mercado Municipal de Piracicaba e em supermercados.
- A pamonha doce continua representando a maior parte das vendas (em torno de oitenta por cento), com versões recheadas e salgadas também disponíveis.
A pamonha de Piracicaba ganhou fama nacional ao longo de décadas, começando nos arredores do Rio Piracicaba. O casal Aparecido Octaviano e Wasty Rodrigues criou uma marca artesanal, embrulhando o doce em palha de milho e vendendo com pacotinho triangular costurado na ponta. A ideia de marketing surgiu com Dirceu Bigeli, que divulgava o quitute pelas ruas, depois gravando propagandas em fita K7 e instalando alto-falantes no carro.
A estratégia de vender o produto com um jingle marcou época. Hoje, a tradição se manteve, propagando o sabor “puro creme do milho” para além de Piracicaba. A produção atual é comandada pela Fábrica di Pamonha, em Charqueada, na região metropolitana, com distribuição em Piracicaba e supermercados da cidade.
Quem conhece essa história de perto é Samira Vicente, filha de Cidão Pamonheiro, famoso personagem da época. Ela lembra que o jingle foi adotado por pamonheiros de outras regiões, mesmo sem ligação direta com o negócio original. A tradição permaneceu como referência local.
Panorama atual da pamonha no estado
Em Charqueada, a produção chega a 1200 unidades diárias, vendidas na loja própria e em supermercados. A pamonha doce responde por cerca de 80% das vendas, com versões recheadas e salgadas no cardápio da empresa. Valdemir Assarisse reforça que a base continua milho verde moído e coado, com açúcar.
A origem do nome e da técnica de embrulhar envolve raízes indígenas e portuguesas. Estudos históricos indicam referências ao quitute no século 18, com consolidação de receitas no século 19. O vocabulário popular também já associava a palavra a traços de personalidade, segundo pesquisadoras.
Variedades regionais e futuro das tradições
Entre estados, há variações marcantes: em Goiás, a pamonha costuma ser salgada ou com recheios, enquanto no Recife e no Nordeste há versões diferentes. Na Paraíba, chefs apontam pamonha doce com leite de coco. A tradição envolve a montagem cuidadosa em folhas, com o milho sendo ralado na hora.
No interior paulista, a pamonha ganha espaço especial nas festas juninas, sustentando a memória de uma cidade que valoriza o milho na mesa. A celebração é retratada como parte das tradições culturais locais e regionais, com foco no sabor e na técnica de preparo.
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