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A zabumba que dominava vira nome e legado após mortes

Mestre Zé da Zabumba, referência do pife no sertão pernambucano, morre aos 75 anos por pneumonia, deixando legado de batidas próprias

José Antonio da Silva (1950 - 2026)
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  • José Antonio da Silva, conhecido como Zé da Zabumba, nasceu em Arcoverde, Pernambuco, em 1950 e morreu em 2026 aos 75 anos, vítima de pneumonia.
  • Mestre da cultura popular, ficou famoso por dominar a zabumba e criar batidas próprias para bandas de pífano do Sertão.
  • Passou por diversas bandas de pífano, como Santa Luzia e Jaraguá Mulungú Terno de Pife, e integrou a Banda de Pife e Zabumba São Sebastião.
  • Gravou dois álbuns com o grupo: Barro Vermelho (2019) e Olho D’Água (2026), e desde 2018 atuava no Ponto de Cultura Orquestra Sertão.
  • Amigos destacam seu carisma, pontualidade e dedicação à cultura, além de seu cuidado com os colegas de banda.

O mestre José Antonio da Silva, conhecido como Zé da Zabumba, faleceu no dia 12 de maio, aos 75 anos, em Arcoverde (PE). A causa foi pneumonia. Detentor do título de mestre da cultura popular, ele ficou conhecido por dominar a zabumba e liderar batidas próprias em bandas de pífano do Sertão pernambucano.

Ao longo da carreira, Zé integrou bandas como Santa Luzia e Jaraguá Mulungú Terno de Pife. Nos últimos anos, participou da Banda de Pife e Zabumba São Sebastião, contribuindo para a gravação de dois álbuns: Barro Vermelho (2019) e Olho D’Água (2026). Em 2018, passou a atuar no Ponto de Cultura Orquestra Sertão, ampliando sua atuação em eventos culturais.

Nascido em Arcoverde, em 1950, Zé cresceu rodeado pelas tradições nordestinas e iniciou no violão, apresentando-se em serestas e rodas de choro. The migrar para São Paulo em busca de melhores condições, retornou ao Nordeste para seguir tocando pífano. Carismático e prestativo, era visto como referência de precisão musical e de traje marcante durante apresentações.

Carreira e legado

Mestre da zabumba, Zé da Zabumba foi reconhecido por desenvolver batidas próprias que enriqueceram a tradição dos pífanos no sertão. Colaborou com diversos artistas da região e participou de projetos culturais que fortalecem a identidade musical nordestina. Sua presença nos palcos e em oficinas reforçou a transmissão de técnicas e repertórios para novas gerações.

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