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Hiroshima preserva memória da bomba atômica e aborda outros temas

Hiroshima preserva memória da bomba atômica, mas revela patrimônio, paisagens naturais e vida cotidiana que vão além do episódio de 1945

Memorial da paz de Hiroshima, Japão
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  • Em 6 de agosto de 1945, às 8h15, a bomba atômica lançada sobre Hiroshima matou mais de 140 mil pessoas até o fim daquele ano e deixou impactos nas décadas seguintes.
  • O Domo é uma das poucas estruturas que resistiram à explosão e permanece como lembrete, ao lado de mais de cinquenta memoriais no Parque da Paz.
  • O Museu do Memorial da Paz narra a história da explosão, seus efeitos na pele e a chuva radioativa; a entrada custa menos de R$ 2 para adultos e metade para crianças.
  • O terreno ao redor abriga outras atrações, como o Castelo de Hiroshima, reconstruído a partir dos anos 1950, além de opções de culinária local, como o okonomiyaki.
  • Se houver interesse, vale uma viagem de balsa de menos de quarenta e cinco minutos até a ilha de Miyajima, famosa pelo portão torii na água e pela vista do Monte Misen.

Hiroshima guarda na memória o momento da explosão que marcou a cidade: 8h15 do dia 6 de agosto de 1945, quando a bomba atômica devastou a região. O saldo inicial foi de mais de 140 mil mortos até o fim do ano, com efeitos que se estenderam por décadas.

Apesar de sua história remontar ao século XVI, esse capítulo permanece como referência central para quem visita o local. O parque oferece uma síntese da tragédia, da memória e do esforço pela paz.

Domo e memoriais

Entre as ruínas, o Domo — uma das poucas estruturas que resistiu à explosão — funciona como lembrete permanente da devastação. Ao redor, o parque abriga mais de 50 memoriais, com esculturas, pedras e origamis que dialogam com o passado.

Perto dali fica o hipocentro, marcado por uma placa simples no solo, acessível a poucos passos do Domo. O museu do Memorial da Paz apresenta relatos, fotografias e pinturas sobre a explosão e seus efeitos imediatos e tardios.

Museu do Memorial da Paz

A entrada tem valor simbólico e é acessível a crianças. O visitante é convidado a conhecer, de modo direto, as consequências da bomba, incluindo relatos de pele amputada e chuva radioativa. A exposição segue para os anos seguintes, destacando o papel de Hiroshima no movimento pacifista.

Castelos e entorno

Em cerca de 30 minutos de caminhada, pode-se chegar ao Castelo de Hiroshima, reconstruído na década de 1950 após ter sido demolido pelo ataque. A mostra oferece uma visão de resiliência e história local, conectando passado e presente da cidade.

Além da bomba

Hiroshima encanta por ruas espaçosas, pontes sobre rios e uma atmosfera que lembra cidades europeias. A gastronomia local tem o okonomiyaki como destaque, preparado na chapa diante do cliente em estabelecimentos tradicionais.

Miyajima, ilha vizinha

Caso haja tempo, vale pegar uma balsa de menos de 45 minutos até Miyajima. A ilha, escolhida entre as paisagens mais belas do Japão desde o século XVII, é marcada pelo portão torii que parece flutuar na água. A visita oferece trilhas, montanhas e vistas privilegiadas.

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