- Parques Villa-Lobos, Água Branca e Candido Portinari, na zona oeste de São Paulo, passaram à gestão privada em setembro do ano passado, sob o modelo de concessão por trinta anos.
- A avaliação inicial aponta manutenção de sanitários, segurança e limpeza como pontos positivos, mas há presença mais intensa de marcas nos espaços.
- Em Villa-Lobos, marcas aparecem na operação, com opções de alimentação em foodtrucks e maior vigilância; em Candido Portinari, destaca-se a Roda Gigante Roda Rico, com ingressos que variam conforme o dia.
- O estacionamento ficou mais caro durante a semana e nos fins de semana, com aumento de vagas em dias de evento e melhoria na segurança, embora haja relatos de dificuldade de uso em horários de grande movimento.
- Em Água Branca, o aquário permanece fechado desde a pandemia e o museu geológico foi substituído por um centro de exposições de rochas e fósseis, com intervenções ainda sem data definida e dependentes de aprovação de órgãos de preservação.
Nos últimos anos, parques da cidade de São Paulo passaram a ter gestão privada por concessão. Villa-Lobos, Água Branca e Candido Portinari, todos na zona oeste, passaram por nova administração desde setembro do ano passado.
A gestão atual é feita pela empresa Novos Parques Urbanos, responsável por contratos de 30 anos. A divulgação aponta melhorias na manutenção, segurança e limpeza, conforme avaliação da reportagem.
De modo geral, a presença de marcas nos espaços aumentou, com ações de patrocínio em áreas públicas. Projetos de reativação de áreas ociosas ainda não foram concluídos.
A concessionária afirmou por meio de envio de informações que está cumprindo o contrato nos primeiros meses e buscando ampliar espaços de alimentação e serviços, além de ampliar iluminação e vigilância.
Parque Candido Portinari
O Candido Portinari integra o entorno de Villa-Lobos, com a Roda Rico como grande atração desde dezembro. A roda chega a 91 metros de altura, com opções de ingresso variável e áreas para fotos.
A ciclovia e a pista de skate, inauguradas em anos anteriores, mantêm boa manutenção. Banheiros e quiosques são os pontos que ainda apresentam déficits de infraestrutura.
A concessionária sinaliza estudo para ampliar áreas de alimentação. Também afirma que há intervenções em drenagem, iluminação e segurança para todos os parques.
Parque Villa-Lobos
Marcas passaram a compor o cenário do Villa-Lobos, com pontos de venda de produtos e áreas de patrocínio esportivo. A ação busca ampliar opções de lazer, educação e cultura.
Foi instalada a rede de foodtrucks na entrada principal, com bebidas a preços de mercado. Caminhos de conservação recebem frequência de limpeza e roçadas regulares.
Ainda há relatos de carência de sinalização educativa e de restrições para estacionamento durante eventos de grande público. A administração promete melhorias contínuas.
Parque da Água Branca
O Água Branca mantém funcionamento estável, com sinalização eficaz, banheiros limpos e segurança constante. Há agenda de atividades gratuitas para o público.
Entretanto, falta de opções de alimentação persiste e parte da infraestrutura permanece desativada. O aquário está fechado desde a pandemia e o museu geológico foi desativado.
A gestão autorizou estudo para reabertura de áreas desativadas e a criação de um centro de exposições de rochas e minerais. A intervenção depende de aprovação de órgãos de preservação.
A Reserva Parques afirma que o parque, tombado, exige aprovação prévia para intervenções. O desenho estratégico serve de base para o plano de ações e prazos.
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