- Custódio Coimbra, fotógrafo do jornal O Globo, registrou a poluição aquática do Rio de Janeiro por mais de 30 anos.
- Recentemente, ele observou uma mancha escura na Praia dos Amores, causada pelo escoamento das lagoas da Barra e Jacarepaguá.
- O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) coletou amostras da água para análise.
- Coimbra, junto com o biólogo Mário Moscatelli, documenta a degradação ambiental e critica a recuperação atual, afirmando que é ineficaz.
- Moscatelli identificou a mancha como uma mistura de cianobactérias, esgoto e sedimentos.
Custódio Coimbra, fotógrafo do jornal O Globo, registrou a poluição aquática do Rio de Janeiro por mais de 30 anos. Recentemente, ele esteve na Praia dos Amores, onde uma mancha escura foi avistada, resultado do escoamento das lagoas da Barra e Jacarepaguá. Moradores notaram a coloração verde-musgo na água, que contrastava com o azul do oceano. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) coletou amostras para análise.
Coimbra, de 71 anos, tem documentado a degradação ambiental ao lado do biólogo Mário Moscatelli. Desde 1995, eles realizam voos de helicóptero para registrar a poluição. O fotógrafo destaca que suas fotos mais antigas sobre o tema datam do século passado. A parceria com Moscatelli começou com projetos de reflorestamento e recuperação de manguezais, onde crimes ambientais foram identificados.
Os voos são realizados em períodos de maré baixa, quando a poluição se torna mais visível. Coimbra observa que a qualidade da água na Praia dos Amores é altamente poluída. Ele critica a recuperação ambiental atual, afirmando que é “como enxugar gelo”. O esgoto das lagoas continua a ser despejado no mar, e a situação se agrava com o crescimento desordenado de construções na região.
Moscatelli, em avaliação sobre a mancha, mencionou que se trata de uma mistura de cianobactérias, esgoto e sedimentos. Coimbra, que também utiliza drones para capturar imagens, destaca a importância da tecnologia para registrar a beleza e a degradação do Rio de Janeiro. Ele acredita que cada foto é única e reflete a dinâmica da cidade, onde a poluição e a beleza coexistem.
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