- A Universidade Federal do Pará (UFPA) será sede da “Aldeia COP” durante a Conferência das Partes (COP 30) em Belém.
- O espaço receberá mais de três mil indígenas de várias partes do mundo, com foco em justiça climática.
- A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, anunciou a expectativa de credenciar quinhentos indígenas do Brasil e quinhentos de outras regiões.
- A proposta visa não apenas aumentar a presença indígena, mas também melhorar a qualidade da participação nos debates.
- Representantes de países da bacia amazônica também estarão presentes, buscando destacar as ameaças aos seus territórios.
A Universidade Federal do Pará (UFPA) será o local da “Aldeia COP”, um espaço destinado a mais de 3 mil indígenas de diversas partes do mundo durante a Conferência das Partes (COP 30), que ocorrerá em Belém. A iniciativa, anunciada pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, visa promover a maior participação indígena já registrada em uma edição da COP.
A ministra destacou que a expectativa é credenciar 500 indígenas do Brasil e 500 de outras regiões, todos na Zona Azul da conferência. Com a inclusão de participantes da Zona Verde e da Cúpula dos Povos, o total pode chegar a 3 mil indígenas. O espaço na UFPA servirá como um ponto de encontro para debates sobre justiça climática e atividades relacionadas.
Para garantir a hospedagem, será necessário enviar uma lista de participantes à Comissão Internacional dos Povos Indígenas, devido à limitação de espaço. A proposta não se limita à presença numérica, mas busca também ampliar a qualidade da participação indígena, permitindo diálogos diretos com representantes de países e organizações internacionais.
Participação Internacional
Além dos indígenas brasileiros, representantes de países da bacia amazônica, como Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Suriname, Guiana, Guiana Francesa e Venezuela, também estarão presentes. Eles pretendem usar a COP 30 como uma plataforma para destacar as ameaças aos seus territórios e as contribuições dos povos originários no combate à crise climática.
A reunião da Comissão Internacional de Povos Indígenas, realizada na última sexta-feira (8), também abordou a integração com outros círculos, como o de Finanças e o de Balanço Ético Global. O uso de tecnologias digitais para aumentar a participação indígena nos debates foi outro ponto discutido, reforçando a importância da inclusão desses grupos nas discussões sobre o futuro do planeta.
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