- A França enfrenta uma segunda onda de calor em 2023, com temperaturas chegando a 43°C.
- O fenômeno começou em 8 de agosto e deve durar até duas semanas.
- A cidade de Mussidan, próxima a Bordeaux, registrou 43°C, superando o recorde anterior de 41,6°C.
- A produção de vinhos e a indústria de turismo nas montanhas estão sendo severamente impactadas, com a perda de estações de esqui devido à falta de neve.
- Incêndios florestais aumentaram, com um recente que destruiu 170 quilômetros quadrados no departamento do Aude, resultando em uma fatalidade.
Onda de calor na França: temperaturas recordes e impactos severos
A França enfrenta uma segunda onda de calor em 2023, com temperaturas atingindo até 43°C. O fenômeno, que começou em 8 de agosto, deve persistir por até duas semanas, segundo a Météo-France. A cidade de Mussidan, próxima a Bordeaux, registrou 43°C na segunda-feira (11), superando o recorde histórico de 41,6°C.
As consequências desse calor extremo são alarmantes. A produção de vinhos, vital para a economia da região, pode ser severamente afetada nas próximas décadas. Além disso, o pico do Mont-Blanc, a montanha mais alta dos Alpes, registrou temperaturas acima de zero, algo raro desde 1954, resultando na perda de duas a três estações de esqui anualmente devido à falta de neve.
As praias do Mediterrâneo também sofrem com o calor, com a temperatura da água alcançando 30°C, 7 graus acima da média. A proliferação de águas-vivas nas costas é um reflexo direto desse aumento de temperatura. Desde 1947, o governo francês contabiliza as ondas de calor, e 27 das 51 registradas ocorreram desde 2010, com 2017 sendo o ano mais crítico.
Incêndios florestais têm se intensificado, com um recente que devastou 170 km² no departamento do Aude, resultando em uma fatalidade. Para mitigar os riscos, o governo dos Pirineus-Atlânticos proibiu churrascos em parques e a soltura de fogos de artifício. Algumas cidades, como Paris, estão implementando planos de adaptação às mudanças climáticas, como a despoluição do rio Sena e a autorização para banhistas se refrescarem em pontos específicos.
A situação é crítica e reflete um padrão crescente de calor extremo, que pode se tornar a norma nas próximas décadas, segundo especialistas.
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