- A usina nuclear de Gravelines, a maior da França, desligou quatro de seus seis reatores temporariamente.
- O desligamento ocorreu entre 10 e 11 de setembro devido a um enxame de águas-vivas que bloqueou o sistema de resfriamento.
- As águas-vivas obstruíram as grades filtrantes dos canais de captação de água do mar, essenciais para a operação dos reatores.
- A operadora Électricité de France (EDF) classificou o incidente como “massivo e imprevisível”.
- A interrupção não afetou o abastecimento de energia, pois outras fontes, como solar e eólica, estavam operando.
A usina nuclear de Gravelines, a maior da França, teve quatro de seus seis reatores desligados temporariamente devido a um enxame de águas-vivas que bloqueou o sistema de resfriamento. O incidente ocorreu entre 10 e 11 de setembro e foi classificado pela operadora EDF (Électricité de France) como “massivo e imprevisível”. As outras duas unidades já estavam fora de operação para manutenção programada.
As águas-vivas ficaram presas nas grades filtrantes dos canais de captação de água do mar, essenciais para manter a temperatura dos reatores. A presença em massa desses animais reduziu a vazão, levando ao desligamento automático como medida de proteção. A usina utiliza água de um canal conectado ao Mar do Norte, onde a proliferação de águas-vivas é comum durante os meses quentes.
Especialistas apontam que o aquecimento das águas e a diminuição de predadores naturais têm favorecido o aumento das populações de águas-vivas. Correntes marítimas fortes e temperaturas elevadas no verão contribuíram para que os animais se aproximassem da usina. Uma vez na área de captação, a baixa capacidade de locomoção das águas-vivas impediu que escapassem da sucção do sistema.
Esse tipo de incidente não é isolado. Em 2011, a usina de Torness, na Escócia, e em 2013, a unidade de Oskarshamn, na Suécia, também enfrentaram problemas semelhantes. Em todos os casos, as operações foram retomadas após a limpeza dos sistemas de filtragem. A interrupção em Gravelines não afetou o abastecimento de energia, graças ao funcionamento de outras fontes na rede francesa, incluindo solar e eólica.
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