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Tratado global contra poluição plástica enfrenta impasse em Genebra

Delegados de quase 180 países enfrentam impasses nas negociações por um tratado global contra a poluição por plásticos em Genebra

Comprar menos plástico é uma das medidas para serem adotadas contra o aquecimento global (Foto: Reprodução/EPTV)
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  • As negociações para um tratado global contra a poluição por plásticos ocorrem em Genebra, envolvendo delegados de quase 180 países.
  • O encontro começou em 5 de agosto de 2025 e busca um acordo juridicamente vinculante até o final do ano.
  • Uma versão do texto de trabalho foi rejeitada em 13 de agosto, gerando insatisfação entre países como Panamá, Quênia e Reino Unido.
  • O principal impasse é a produção de plástico virgem, com resistência de países produtores de petróleo e gás.
  • Organizações ambientais pressionam por um tratado robusto, enquanto a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta sobre o aumento da produção de plástico até 2060.

As negociações para o primeiro tratado global contra a poluição por plásticos enfrentam um momento crítico em Genebra, onde delegados de quase 180 países tentam chegar a um consenso. O encontro, que começou em 5 de agosto de 2025, visa estabelecer um acordo juridicamente vinculante até o final do ano, mas divergências profundas ameaçam o progresso.

Na quarta-feira, 13, uma versão do texto de trabalho foi rejeitada, gerando frustração entre nações como Panamá, Quênia e Reino Unido, que criticaram a exclusão de artigos essenciais sobre a produção e os riscos à saúde associados ao plástico. O Panamá descreveu a proposta como “repulsiva”, exigindo uma reformulação completa.

Impasses e Pressões

O principal obstáculo nas negociações é a questão da produção de plástico virgem. Enquanto países produtores de petróleo e gás resistem a restrições, a União Europeia e pequenos Estados insulares pressionam por limites e controle sobre substâncias químicas perigosas. O Iraque demonstrou disposição para flexibilizar sua posição, mas a Arábia Saudita insistiu que um acordo não pode ser alcançado sem clareza sobre o escopo do tratado.

O ministro norueguês do Clima e Meio Ambiente, Andreas Bjelland Eriksen, copreside um grupo que busca um “pacote equilibrado”. Em contrapartida, a ministra francesa da Transição Ecológica, Agnes Pannier-Runacher, admitiu que concessões podem ser necessárias para atualizar a lista de produtos químicos nocivos. O parlamentar colombiano Juan Carlos Loazada alertou que um acordo diluído seria inaceitável.

Mobilização e Urgência

Enquanto as negociações prosseguem, organizações ambientais protestam do lado de fora, clamando por um tratado robusto. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta que, sem ação, a produção global de plástico pode triplicar até 2060, exacerbando crises ambientais e de saúde. A indústria também se posiciona a favor de um pacto global, embora sem aceitar limites de produção.

O presidente dos debates, Luis Vayas Valdivieso, destacou que a poluição plástica é uma “crise mundial” que exige ação imediata. As negociações, que já passaram por várias rodadas desde 2022, refletem a complexidade do tema e a resistência de diferentes interesses nacionais. A pressão por um acordo significativo é crescente, com a sociedade civil e cientistas alertando sobre os riscos associados à poluição por plásticos.

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