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Brasil impulsiona a transição energética e se destaca em negócios sustentáveis

Brasil avança na descarbonização com energia limpa e queda nos custos de baterias, enquanto desafios regulatórios e geopolíticos se intensificam

Camila Ramos, CEO da CELA: "A COP30 é uma oportunidade única para o Brasil mostrar sua liderança e os caminhos para a descarbonização" (Foto: Divulgação)
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  • O Brasil possui quase 90% de sua matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, com destaque para a energia hidrelétrica.
  • Camila Ramos, CEO da CELA, informa que os custos de baterias caíram 40%, impulsionando a demanda por energia limpa, especialmente em data centers, que representaram um terço da contratação de energia limpa em 2024.
  • A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou um novo regulamento para sistemas de armazenamento, com leilões previstos para o segundo semestre.
  • O hidrogênio verde é visto como uma solução promissora para setores de alta emissão, apesar dos desafios regulatórios e geopolíticos.
  • Camila destaca a importância do Brasil na agenda climática, especialmente com a aproximação da COP30, e ressalta a necessidade de descarbonização da matriz energética.

O Brasil se destaca na transição energética, com quase 90% de sua matriz elétrica proveniente de fontes renováveis. Camila Ramos, CEO da CELA, enfatiza que a queda de 40% nos custos de baterias e o aumento da demanda por energia limpa nos data centers são tendências que impulsionam essa transformação. Em 2024, os data centers foram responsáveis por cerca de um terço da contratação de energia limpa no país, refletindo a crescente necessidade de eletricidade para tecnologias como inteligência artificial.

A ANEEL anunciou um novo arcabouço regulatório para sistemas de armazenamento, com leilões programados para o segundo semestre. Camila destaca que a trajetória de redução de custos em energias renováveis, como a eólica e a solar, deve se repetir com as baterias. A expectativa é de uma nova queda de 15% a 20% nos preços até 2025.

Desafios e Oportunidades

Apesar do avanço, o Brasil enfrenta desafios regulatórios e geopolíticos que podem impactar a descarbonização global. Camila alerta sobre o discurso anti-clima nos Estados Unidos, que pode influenciar negativamente o cenário mundial. Contudo, ela vê uma oportunidade na liderança da China em tecnologias verdes.

O hidrogênio verde é apontado como uma solução promissora para setores de alta emissão, como a produção de fertilizantes e combustíveis sustentáveis. Embora ainda em desenvolvimento, essa tecnologia pode ser crucial para a descarbonização da indústria brasileira.

Urgência Climática

Com a COP30 se aproximando, Camila ressalta a importância do Brasil em demonstrar sua liderança na agenda climática. No entanto, decisões como a exploração de petróleo na margem equatorial e leilões de térmicas fósseis indicam um caminho contraditório. A executiva enfatiza que o país deve mostrar como alcançar a descarbonização em sua matriz energética, aproveitando suas vantagens comparativas e recursos naturais abundantes.

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