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COP proíbe açaí e iguarias amazônicas em restaurantes oficiais por contaminação

Após revogação da proibição, gastronomia amazônica será destaque na COP30, promovendo cultura e sabores locais durante o evento

Tacacá do Norte — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo
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  • A COP30, conferência climática que ocorrerá em novembro em Belém, inicialmente proibiu a venda de alimentos típicos da região, como açaí, tucupi e maniçoba, por riscos de contaminação.
  • A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) revogou a proibição após críticas, permitindo a venda de açaí e tucupi, desde que não sejam in natura.
  • O ministro do Turismo, Celso Sabino, ressaltou a importância da gastronomia local e afirmou que pratos como tacacá e maniçoba estarão disponíveis.
  • As restrições foram justificadas pelo risco de contaminação por Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, e pela presença de toxinas naturais nos alimentos.
  • Os restaurantes devem oferecer até 30% de ingredientes locais ou sazonais, priorizando opções orgânicas e de base agrícola sustentável.

A COP30, conferência climática que ocorrerá em novembro em Belém, gerou controvérsia ao proibir a venda de alimentos típicos da região, como açaí, tucupi e maniçoba, devido a riscos de contaminação. A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), responsável pela gestão dos restaurantes do evento, inicialmente vetou esses produtos em edital publicado recentemente.

Após críticas, a OEI revogou a proibição, permitindo a venda de açaí e tucupi, desde que não sejam oferecidos in natura. O ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou a importância da gastronomia local, afirmando que pratos típicos como tacacá e maniçoba estarão disponíveis durante a conferência. Ele considerou a decisão anterior um “grave erro”.

A justificativa para as restrições incluía o risco de contaminação por Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, e a presença de toxinas naturais no tucupi e na maniçoba. Para evitar riscos, a maniçoba deve ser cozida por cerca de sete dias, enquanto o tucupi requer fermentação e cozimento adequados.

Além do açaí e do tucupi, a lista de proibições incluía sucos de frutas in natura, ostras cruas e carnes malpassadas. O edital também estabelece que os restaurantes devem oferecer até 30% de ingredientes locais ou sazonais, priorizando opções orgânicas e de base agrícola sustentável.

Os estabelecimentos devem seguir regras específicas de culinária, com categorias que vão de VIP Internacional a Vegana/Vegetariana. A expectativa é que a inclusão da gastronomia amazônica enriqueça a experiência dos participantes, promovendo a cultura e a culinária do Pará durante a COP30.

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