- A Espanha enfrenta uma grave crise de incêndios florestais, com dezenove focos ativos em Galícia e Castilla e León.
- O governo prevê mais três dias críticos, com temperaturas que podem chegar a quase quarenta graus.
- O presidente do governo, Pedro Sánchez, interrompeu férias para visitar as áreas afetadas e apoiar as operações de combate.
- Já foram devastados dezesseis mil hectares em Ourense e trinta e oito mil hectares em León, com mais de vinte e três mil pessoas evacuadas.
- A Unidade Militar de Emergências mobilizou cerca de três mil e quinhentos militares para ajudar no combate às chamas.
A Espanha enfrenta uma grave crise de incêndios florestais, com 19 focos ativos em regiões como Galícia e Castilla e León. O governo prevê mais três dias críticos, intensificados por uma onda de calor que pode atingir quase 40 graus. O presidente Pedro Sánchez interrompeu suas férias para visitar as áreas afetadas e reforçar o apoio às operações de combate.
Atualmente, os incêndios estão concentrados em Ourense e León, onde já foram devastados 16.000 hectares e 38.000 hectares, respectivamente. A Unidade Militar de Emergências (UME) mobilizou cerca de 3.500 militares para auxiliar no combate às chamas. Em resposta à situação, o presidente regional de Castilla e León, Alfonso Fernández Mañueco, pediu mais recursos ao governo central, destacando a necessidade de uma resposta excepcional.
A situação é crítica, com a evacuação de mais de 23.600 pessoas e pelo menos três mortes confirmadas. A Agência Estatal de Meteorologia prevê que a onda de calor deve terminar na segunda-feira, o que pode facilitar o combate aos incêndios. Enquanto isso, diversas estradas e a linha ferroviária entre Madri e Galícia permanecem fechadas.
Além disso, a região da Extremadura também solicitou apoio ao governo central, pedindo a reativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. O incêndio em Molezuelas de la Carballeda, um dos mais devastadores, apresentou evolução favorável, permitindo que 2.500 evacuados retornassem para suas casas. Desde o início do ano, mais de 157.000 hectares foram consumidos pelas chamas, embora o número ainda esteja abaixo do recorde de 306.000 hectares registrados em 2022.
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