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COP30 alerta que 80% dos países do Acordo de Paris não têm novas metas de emissões

COP30 pressiona países a apresentarem novas NDCs antes do evento, enquanto altos custos de hospedagem ameaçam participação internacional

Embaixador Andre Correa do Lago, negociador-chefe de Clima do Brasil e subsecretario de Clima e Energia do Itamaraty (Foto: Gesival Nogueira Kebec/Valor)
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  • O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, divulgou sua sexta carta à comunidade internacional.
  • Ele destacou a urgência de novas metas de redução de emissões e ações contra o desmatamento, com 80% dos países ainda sem apresentar suas novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
  • Lago enfatizou a importância de entregar as NDCs a tempo para inclusão no relatório da UNFCCC, previsto para outubro.
  • A conferência, que ocorrerá em Belém, enfrenta desafios logísticos devido aos altos preços de hospedagem, o que pode afetar a participação de delegações internacionais.
  • A Defensoria Pública do estado notificou plataformas de hospedagem para coibir preços abusivos durante o evento.

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, divulgou sua sexta carta à comunidade internacional, enfatizando a necessidade urgente de novas metas de redução de emissões e ações contra o desmatamento. A conferência, marcada para Belém, se aproxima e 80% dos países ainda não apresentaram suas novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

Lago destacou que, a menos de 100 dias do evento, é crucial que as NDCs sejam entregues a tempo para serem incluídas no relatório de síntese da UNFCCC, previsto para outubro. Ele afirmou que a redução das emissões é vital para garantir um futuro sustentável e que a responsabilidade de transformar a situação atual é coletiva. “Se a imagem apresentada pelas NDCs for decepcionante, é nossa responsabilidade convertê-la em um quadro que assegure um planeta habitável”, disse Lago.

Além das metas climáticas, a carta também abordou a necessidade de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis e reverter o desmatamento até 2030. O embaixador ressaltou que a transição energética deve ser feita de forma justa e equitativa, com um aumento significativo na capacidade de energia renovável e na eficiência energética.

Desafios Logísticos

A realização da COP30 enfrenta desafios logísticos, especialmente em relação aos altos preços de hospedagem em Belém. Os custos elevados têm gerado preocupações sobre a participação de delegações internacionais, com alguns participantes ameaçando não comparecer e sugerindo a mudança da sede da conferência. A Defensoria Pública do estado notificou plataformas de hospedagem para coibir preços abusivos durante o evento.

Em resposta, Lago convidou a comunidade internacional a transformar a conferência em um marco para a transição para um futuro mais sustentável. “Fazer de Belém um ritual de passagem é essencial para celebrar nosso compromisso com um futuro mais promissor”, afirmou. As discussões sobre soluções para a crise de hospedagem estão em andamento entre a ONU e a Secretaria Extraordinária da COP30.

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