- O Operador Nacional do Sistema (ONS) alerta para riscos de apagão superiores a 60% em 2028 e 90% em 2029.
- A probabilidade de apagão para 2026 e 2027 é de cerca de 30%.
- O governo planeja realizar dois leilões de capacidade, um nesta sexta-feira (22) e outro no final de agosto.
- A adoção do horário de verão está sendo considerada para equilibrar a oferta e a demanda de energia.
- O aumento da geração distribuída, como placas solares, pode sobrecarregar o sistema elétrico, levando a desligamentos automáticos.
O mais recente relatório do ONS (Operador Nacional do Sistema) revela um risco alarmante de apagão, com probabilidades superiores a 60% em 2028 e 90% em 2029. Entre 2026 e 2027, essa probabilidade é de cerca de 30%. Para mitigar essa situação, o governo planeja realizar dois leilões de capacidade, sendo um nesta sexta-feira (22) e outro no final de agosto. Além disso, a adoção do horário de verão está sendo considerada.
As previsões do ONS se tornaram mais preocupantes em comparação com o ano passado, quando o risco de apagão em 2028 era estimado em 40%. Para 2026, essa projeção mais que dobrou, passando de 10% para 30%. O aumento da geração distribuída, como placas solares em residências e empresas, contribui para essa situação, pois o ONS não pode controlar essas fontes de energia da mesma forma que faz com usinas integradas ao sistema.
Cenários de Risco
O ONS também simulou diversos cenários para o curto prazo, entre este ano e o próximo. No cenário mais otimista, um déficit de energia é previsto para setembro de 2026, enquanto o pior cenário aponta para riscos já em novembro deste ano e em fevereiro e março do ano seguinte. Todos os cenários indicam um esgotamento recorrente a partir de junho de 2026.
A geração distribuída, embora aumente a oferta de energia, pode sobrecarregar o sistema elétrico, levando a desligamentos automáticos quando a demanda é muito baixa, como ocorreu no Dia dos Pais. Técnicos do Ministério de Minas e Energia sugerem que a implementação do horário de verão pode ajudar a equilibrar a oferta e a demanda, especialmente em horários de pico, quando a geração solar é insuficiente.
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