- Cerca de cinquenta organizações da sociedade civil e de povos indígenas enviaram uma carta aos líderes globais pedindo que a Amazônia se torne uma região livre da exploração de petróleo.
- O apelo ocorre durante a cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que acontece em Bogotá, Colômbia, no dia 22 de setembro.
- As organizações solicitam que os governos sul-americanos assinem o Tratado de Não-Proliferação de Combustíveis Fósseis, visando combater a crise climática.
- A carta é enviada após um leilão da Agência Nacional de Petróleo que autorizou a exploração na Bacia do Foz do Amazonas, uma área de dezesseis mil quilômetros quadrados.
- Especialistas e grupos indígenas expressam preocupação com a falta de avaliações ambientais adequadas para a exploração, que envolve grandes empresas como Petrobras, ExxonMobil e Chevron.
Cerca de 50 organizações da sociedade civil e de povos indígenas enviaram uma carta aos líderes globais solicitando que a Amazônia se torne uma região livre da exploração de petróleo. O apelo ocorre em meio à cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que reúne os países amazônicos para discutir a proteção da biodiversidade e os direitos dos povos originários.
O encontro, que acontece em Bogotá, Colômbia, visa fortalecer a cooperação regional e garantir o bem-estar das comunidades que dependem da floresta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da cúpula, marcada para 22 de setembro. As organizações pedem que os governos sul-americanos assinem o Tratado de Não-Proliferação de Combustíveis Fósseis, um mecanismo que busca combater a crise climática.
Laura Muñoz, responsável pela campanha do Tratado na América Latina, destaca que declarar a Amazônia livre de combustíveis fósseis seria um ato de justiça. O Cacique Jonas Mura, da Associação dos Povos Indígenas do Rio Anebá, enfatiza que a Amazônia é o coração do Brasil e que não se pode permitir a exploração de petróleo em um momento crítico como a COP30.
A carta é enviada após um leilão da Agência Nacional de Petróleo que autorizou a exploração na Bacia do Foz do Amazonas, uma área de 16 mil km² entre o Amapá e o Pará. Os consórcios envolvidos incluem grandes empresas como Petrobras, ExxonMobil e Chevron, com potencial de descoberta de até 10 bilhões de barris de petróleo. Especialistas e grupos indígenas expressam preocupação com a falta de avaliações ambientais adequadas.
A pressão por uma Amazônia protegida e a valorização dos direitos indígenas se intensificam, refletindo um movimento crescente em defesa do meio ambiente e da justiça social na região.
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