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El Guadiana passará por limpeza inédita para eliminar nenúfar mexicano

Projeto de limpeza do rio Guadiana visa erradicar planta invasora e restaurar ecossistema em Badajoz com investimento de 25 milhões de euros

A planta invasora do nenúfar mexicano no rio Guadiana em 1 de agosto de 2025. (Foto: José Emiliano Barrena)
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  • A partir de novembro, o rio Guadiana, em Badajoz, iniciará um projeto de limpeza inédito na Espanha.
  • A Confederação Hidrográfica do Guadiana liderará a ação, que terá duração de seis anos.
  • O objetivo é erradicar a planta invasora nenúfar mexicano, que ocupa entre 35 e 40 quilômetros do leito do rio.
  • As operações incluirão a remoção de lodo e sedimentos, com a expectativa de retirar cerca de 60.000 metros cúbicos de material.
  • O orçamento total do projeto é de 25 milhões de euros, e as atividades ocorrerão de outubro a fevereiro, respeitando o período de proteção das aves.

Limpeza do Rio Guadiana em Badajoz

A partir de novembro, o rio Guadiana, em Badajoz, iniciará um projeto inédito na Espanha para a limpeza de seu leito. A Confederação Hidrográfica do Guadiana liderará a ação, que se estenderá por seis anos, com o objetivo de erradicar a planta invasora nenúfar mexicano, que se espalhou ao longo de 40 anos.

Atualmente, essa planta ocupa entre 35 e 40 quilômetros do leito do rio, especialmente na área urbana de Badajoz, onde a limpeza será mais desafiadora. As operações incluirão a remoção de lodo e sedimentos, com a expectativa de retirar cerca de 60.000 metros cúbicos de material. O orçamento total para o projeto é de 25 milhões de euros.

Desafios e Impactos

As atividades de limpeza ocorrerão de outubro a fevereiro, respeitando o período de proteção das aves na região. A planta, que se fixou no leito do rio desde os anos 80, tem se expandido anualmente entre cinco e seis hectares. O presidente da associação “Salvemos o Guadiana”, Juan Fernando Delgado, destacou que a erradicação será uma tarefa complexa, pois a planta se arraiga profundamente no lodo.

Samuel Moraleda, presidente da Confederação, explicou que a planta se desenvolve em altas temperaturas e que a remoção exigirá a entrada de máquinas no leito do rio. Os resíduos serão levados a um vertedouro controlado. A empresa pública TRAGSA será responsável pelos primeiros dois anos do projeto, começando pelo trecho até o Ponte da Autonomia.

Colaboração e Expectativas

O projeto foi viabilizado por um acordo entre a Confederação Hidrográfica, o Prefeitura de Badajoz e a Junta de Extremadura. O prefeito, Ignacio Gragera, reconheceu a gravidade da situação atual do rio e os desafios que a obra trará, como poeira e ruído. Ele enfatizou a importância da colaboração entre as autoridades e a população para minimizar os impactos durante a execução das obras.

A iniciativa visa não apenas restaurar o ecossistema do Guadiana, mas também servir como modelo para a recuperação de outros rios afetados por espécies invasoras.

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