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Importação de frutos do mar atinge 80% do consumo no Brasil, revela Comepesca

Citlali Gómez Lepe alerta para a necessidade de mudança nos hábitos de consumo de peixes no México e promove a pesca sustentável.

Citlali Gómez Lepe, presidenta da organização Comepesca. (Foto: Cortesía Citlali Gómez)
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  • O México é um dos principais exportadores de produtos pesqueiros, mas o consumo per capita de peixes e frutos do mar é de apenas 12 a 13 quilos anuais, abaixo da média global de cerca de 20 quilos.
  • Citlali Gómez Lepe, presidente do Conselho Mexicano de Promoção de Produtos Pesqueiros e Acuícolas (Comepesca), promove a pesca sustentável e a conscientização sobre a biodiversidade marinha.
  • Até 80% do pescado consumido no México é importado, muitas vezes de qualidade inferior, como a tilápia e o basa da China, que são glaseados em excesso.
  • A Comepesca busca mudar os hábitos de consumo dos mexicanos, incentivando a diversificação de cardápios em restaurantes e a inclusão de opções sustentáveis.
  • A campanha “Pesca com Futuro” visa unir especialistas, pescadores e chefs para promover o consumo responsável e aumentar o número de pesquerias certificadas.

O México, um dos principais exportadores de produtos pesqueiros, enfrenta um desafio significativo: o consumo per capita de peixes e frutos do mar no país é de apenas 12 a 13 quilos anuais, enquanto a média global é de cerca de 20 quilos. Citlali Gómez Lepe, presidente do Conselho Mexicano de Promoção de Produtos Pesqueiros e Acuícolas (Comepesca), está empenhada em promover a pesca sustentável e a conscientização sobre a biodiversidade marinha.

Gómez Lepe destaca que até 80% do pescado consumido no México é importado e de qualidade inferior, como a tilápia e o basa da China, que são frequentemente glaseados em excesso. Essa prática pode enganar os consumidores sobre o peso real do produto, resultando em um “verdadeiro fraude”, segundo a especialista. Com formação em Biologia e especialização em aquicultura, ela defende uma abordagem que prioriza a sustentabilidade e a qualidade.

Mudança de Hábitos

Para reverter a situação, a presidente do Comepesca propõe um mudança cultural nos hábitos de consumo dos mexicanos. A demanda excessiva por espécies populares, como robalo e camarão, contribui para a sobreexplotação. “O consumidor mexicano tende a escolher sempre os mesmos peixes, o que prejudica a biodiversidade”, afirma. A organização está focada em sensibilizar chefs e compradores de restaurantes para diversificar os cardápios e incluir opções sustentáveis.

A campanha “Pesca com Futuro” busca unir especialistas, pescadores e chefs em prol do consumo responsável. Desde 2017, o número de pesquerias e cultivos certificados aumentou de sete para mais de 70, refletindo um avanço nas práticas sustentáveis. No entanto, Gómez Lepe alerta que o México ainda está longe de uma economia azul, que visa o uso sustentável dos recursos marinhos.

Desafios e Oportunidades

Entre os desafios, a pesca ilegal e a falta de regulamentação sobre o glaseado dos produtos são preocupações centrais. A Comepesca, em parceria com outras organizações, busca implementar normas que garantam a qualidade e a segurança dos produtos pesqueiros. Além disso, a presidente foi recentemente convidada a integrar a diretoria da Global Seafood Alliance, reforçando a importância de práticas responsáveis na indústria.

Gómez Lepe acredita que o futuro da pesca no México pode ser promissor, desde que haja investimentos em tecnologia e inovação. A produção de algas e bivalvos, por exemplo, pode contribuir para a sustentabilidade e geração de empregos. A luta pela preservação dos ecossistemas marinhos e pela qualidade dos produtos pesqueiros continua, com a esperança de um mercado mais consciente e responsável.

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