- O dragão azul (Glaucus atlanticus) foi avistado em várias praias da Espanha, resultando no fechamento temporário de áreas para banhistas.
- Exemplares foram encontrados em Guardamar del Segura, La Línea de la Concepción e Lanzarote.
- Na praia de Vivers, um banhista avistou dois dragões azuis, levando à interdição da área.
- As picadas do dragão azul são leves e raras, mas as autoridades adotaram medidas de precaução.
- A presença do molusco está relacionada ao aumento da temperatura das águas do Mediterrâneo, que superou os 28 graus em junho.
Recentemente, a presença do dragão azul (Glaucus atlanticus) tem sido registrada em várias praias da Espanha, levando ao fechamento temporário de algumas áreas para banhistas. Esses moluscos marinhos, que não são comuns no Mediterrâneo, foram avistados em locais como Guardamar del Segura, La Línea de la Concepción e Lanzarote.
Na praia de Vivers, em Guardamar del Segura, um banhista avistou dois exemplares, resultando na interdição da área até o dia seguinte. O mesmo ocorreu em outras praias, como Santa Bárbara e Famara, devido ao risco de picadas. Embora as lesões causadas sejam leves e raras, as autoridades locais decidiram adotar medidas de precaução. Juan Lucas Cervera, catedrático de Biologia da Universidade de Cádiz, destacou que as picadas do dragão azul não são comparáveis às da carabela portuguesa, que possui um número muito maior de células urticantes.
O prefeito de Guardamar del Segura, José Luis Sáez, explicou que a equipe de socorristas estava prestes a encerrar o expediente quando os dragões foram avistados. Um protocolo de segurança foi ativado, e uma bandeira vermelha foi hasteada. Apesar da vigilância, não foram encontrados mais exemplares na região.
Aumento de Temperatura e Presença do Dragão Azul
A aparição do dragão azul está relacionada ao aumento da temperatura das águas do Mediterrâneo, que em junho superou os 28 graus. Cervera observou que a presença dessa espécie é incomum na região, e a falta de dados científicos sobre sua ecologia torna difícil prever sua frequência futura. Ele sugeriu que a população envie fotos dos avistamentos para ajudar na coleta de informações.
O dragão azul se alimenta de carabelas portuguesas, o que gera preocupação sobre sua toxicidade. No entanto, Cervera esclareceu que a espécie acumula células urticantes de suas presas, mas não é tão perigosa quanto a carabela. O molusco flutua de barriga para cima, camuflando-se com a cor do mar, uma estratégia defensiva que o diferencia de outras babosas marinhas.
A presença do dragão azul nas praias espanholas, embora rara, levanta questões sobre as mudanças ambientais e a biodiversidade marinha. As autoridades continuam a monitorar a situação, garantindo a segurança dos banhistas e promovendo a conscientização sobre a espécie.
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