- A COP 30 em Belém gera preocupações sobre a disponibilidade de leitos e o aumento dos preços de imóveis.
- Moradores, como Evelyn Ludovina e Ana Carolina Barros, foram despejados e enfrentam dificuldades para encontrar novas moradias acessíveis.
- Evelyn, estudante, e sua família receberam 30 dias para se mudar após cinco anos de locação. Ana Carolina, professora, foi surpreendida com a rescisão do contrato enquanto estava fora do país.
- O corretor de imóveis Rodolfo Magalhães afirma que muitos proprietários estão rescindindo contratos para lucrar com a demanda da COP 30.
- O governo promete 53 mil vagas de hospedagem, mas a expectativa de preços altos preocupa as delegações.
A proximidade da COP 30 em Belém tem gerado preocupações sobre a disponibilidade de leitos e o aumento dos preços de imóveis, afetando tanto delegações internacionais quanto moradores locais. A situação se agrava com relatos de despejos, como os de Evelyn Ludovina e Ana Carolina Barros, que enfrentam dificuldades para encontrar novas moradias a preços acessíveis.
Ambas foram notificadas a deixar seus imóveis após longos períodos de locação. Evelyn, estudante, e sua família foram despejados de um apartamento onde moravam há cinco anos. “Recebemos 30 dias para nos mudar e procurar outro lugar”, relata. Ana Carolina, professora, também foi surpreendida com a rescisão do contrato enquanto estava fora do país. “Fiquei atônita, pois não esperava passar por isso”, afirma.
O corretor de imóveis Rodolfo Magalhães observa que muitos proprietários estão rescindindo contratos para lucrar com a demanda durante a COP 30. “Proprietários estão pedindo o término de contratos com a expectativa de altos ganhos”, explica. A advogada Letícia do Vale Alves destaca que, para contratos de prazo indeterminado, a rescisão deve ser feita com notificação prévia de 30 dias, conforme a Lei do Inquilinato.
A situação de falta de leitos é crítica, com 60% das hospedagens para a COP 30 sendo residenciais. O presidente da Áustria cancelou sua participação devido aos altos preços, enquanto o Brasil tenta reverter essa ausência. O governo afirma que haverá 53 mil vagas de hospedagem, mas a expectativa de preços abusivos preocupa as delegações.
Moradores como Evelyn e Ana Carolina enfrentam aluguéis mais altos que os anteriores, dificultando a busca por novas moradias. “Está quase impossível conseguir pagar por moradia digna em Belém”, lamenta Ana. O corretor Rodolfo acredita que os preços podem se estabilizar, mas não devem diminuir após o evento.
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