- A Espanha enfrentou em agosto de 2023 a onda de calor mais intensa já registrada, com temperaturas 4,6°C acima da média.
- O fenômeno ocorreu entre 3 e 18 de agosto e resultou em 1.149 mortes.
- A Agência Nacional de Meteorologia (Aemet) informou que o período de 8 a 17 de agosto foi o mais quente desde 1950.
- O calor intenso também provocou incêndios florestais, que causaram oito mortes e queimaram mais de 400 mil hectares.
- Dados do satélite europeu Copernicus mostram que, até agora, aproximadamente 373 mil hectares foram consumidos por incêndios na Espanha, um recorde desde 2006.
A Espanha enfrentou em agosto de 2023 a onda de calor mais intensa já registrada, com temperaturas 4,6°C acima da média. O fenômeno, que durou de 3 a 18 de agosto, resultou em 1.149 mortes e agravou incêndios florestais que devastaram a região.
A Agência Nacional de Meteorologia (Aemet) destacou que o período de 8 a 17 de agosto foi o mais quente desde 1950. Desde 1975, o país registrou 77 ondas de calor, sendo que seis delas apresentaram anomalias de 4°C ou mais, com cinco ocorrendo desde 2019, evidenciando a crescente severidade desses eventos.
O Instituto de Saúde Carlos 3º (ISCIII) atribuiu as mortes à onda de calor, embora não seja possível estabelecer uma relação direta entre as condições climáticas e os óbitos. Em julho, cerca de 1.060 mortes já haviam sido relacionadas ao calor, um aumento significativo em comparação ao ano anterior.
Impacto dos Incêndios
Além das fatalidades, o calor intenso alimentou incêndios florestais em várias regiões da Espanha e Portugal, resultando em oito mortes e queimando mais de 400 mil hectares. As autoridades informaram que, apesar do fim das altas temperaturas, a extinção completa dos focos de incêndio pode levar semanas.
Dados do satélite europeu Copernicus indicam que, desde o início do ano, aproximadamente 373 mil hectares foram consumidos pelas chamas na Espanha, um recorde desde que o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais começou a coletar informações em 2006. As condições meteorológicas começaram a favorecer o trabalho dos bombeiros, que contam com apoio militar para combater os incêndios.
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